Luciano Carvalho assume dia 31 vaga deixada por Lórens Nogueira após cassação

O ex-vereador Lórens Nogueira teve o mandato cassado após investigações sobre esquema de "rachadinha" na Câmara de Curitiba

A vaga deixada pelo ex-vereador Lórens Nogueira (PP) na Câmara Municipal de Curitiba, após a cassação do mandato por consequência de investigações sobre o esquema de “rachadinha”, será assumida pelo suplente Luciano Carvalho (PP), na próxima segunda-feira (31). A sessão de posse será às 9h.

Luciano Carvalho tem 48 anos e é natural de Curitiba. Nas eleições municipais de 2024, concorreu ao cargo de vereador pelo Progressistas e terminou o pleito como segundo suplente da legenda, com 3.877 votos.

Carvalho se apresenta no LinkedIn como profissional da área de Gestão Pública e informa ter MBA em Contabilidade Pública e Responsabilidade Fiscal, pós-graduação em Políticas Públicas e Direitos Sociais e formação em Marketing Político e Ciência Política.

Relembre o caso de Lórens

Lórens teve o mandato cassado no último dia 20, após os vereadores da Câmara de Curitiba, entenderem, por maioria, que houve quebra do decoro parlamentar.

Lórens Nogueira foi alvo de uma operação do Gaeco em que foi flagrado recebendo dinheiro em espécie de uma funcionária do Detran do Paraná. Ela foi indicada pelo ex-vereador para o cargo.

Ele foi denunciado e responde a um processo criminal na Justiça pelo crime de concussão — que é quando um funcionário público exige vantagem indevida para si ou para outrem.

O ex-vereador negou a prática de “rachadinha” e disse que tratava-se de um empréstimo “de amigo para amigo”.

A perda do mandato aconteceu pouco mais de três meses após ação do Gaeco que tinha Lórens como alvo. Na época, ele próprio presidia o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba.

O Gaeco chegou a pedir a prisão do então vereador, o que foi negado pela Justiça, além do afastamento dele da Câmara. Inicialmente o Poder Judiciário, quase dois meses depois da denúncia, chegou a determinar o afastamento dele do cargo de vereador por 90 dias.

Mas dias depois, o Tribunal de Justiça do Paraná acabou suspendendo a ordem de afastamento. No entanto, dias depois, Lórens Nogueira acabou tendo o mandato cassado.