Gaeco apreende mochila com dinheiro na casa de vereador de Curitiba

Operação do Gaeco investiga prática de rachadinha no gabinete do vereador de Curitiba
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Duas mochilas com dinheiro em espécie foram apreendidas pelo Gaeco na casa do vereador de Curitiba, Lórens Nogueira (PP), na operação Déjà-vu que apura a prática de “rachadinha” — que é o desvio de dinheiro público.

O valor encontrado na casa do vereador ainda está sendo contado pelos policiais do Gaeco.

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Foto: Reprodução Redes Sociais

O parlamentar, veja só, é o presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba —  órgão que atua pela preservação da dignidade do mandato dos vereadores.

Ao todo estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão — entre eles na casa do parlamentar e também no gabinete dele na Câmara — que fica no 1º andar, do Anexo II.

Além das malas de dinheiro, foram apreendidos equipamentos eletrônicos e documentos que serão periciados e poderão auxiliar na continuidade das investigações.

De acordo com o Gaeco, ao longo da investigação, a Justiça autorizou uma ação controlada, na qual foi possível identificar repasses de valores ao vereador investigado compatíveis com a prática conhecida como “rachadinha”.

As ordens judiciais foram expedidas pela Vara de Garantias da Comarca de Curitiba.

Lórens Nogueira é filiado ao PP e está no primeiro mandato como vereador de Curitiba. Na eleição de 2024, ele recebeu 4.727 votos.

Em nota divulgada à imprensa, a Câmara Municipal de Curitiba confirmou o cumprimento do mandado de busca e apreensão no gabinete do vereador Lorens Nogueira.

“Em atendimento à solicitação da autoridade competente, a Câmara autorizou o acesso às dependências do Legislativo para o cumprimento da medida judicial”.

A nota cita ainda que a Câmara permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e prestar os esclarecimentos necessários.

Também em nota, a defesa do vereador Lórens Nogueira informa que, até o presente momento, “não teve acesso integral aos autos e às informações que fundamentaram a operação. Reitera o respeito ao trabalho das instituições e destaca a necessidade do respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à presunção de inocência”.

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