Efeito PSD? Cristina Graeml aparece com 4% para o Senado na Quaest

Futuro político de Cristina Graeml é incerto dentro do PSD. O nome dela segue como opção para a vice de Sandro Alex

Atualizada às 18h29

Menos de um mês depois da decisão de trocar o União Brasil pelo PSD de Ratinho Junior, a pesquisa Genial/Quaest revela que o ousado movimento político de Cristina Graeml não agradou os eleitores. O fraco desempenho preocupa e muito o projeto dela de concorrer ao Senado Federal no Paraná no pleito de 2026. E pode justificar uma mudança nos planos palacianos.

O nome de Cristina foi testado em dois cenários: num deles ela apareceu com 4% e em outro, com menos concorrentes, com 10%. No primeiro quadro, ela ficou atrás de Alvaro Dias (16%), Deltan Dallagnol (13%) e de Filipe Barros, Alexandre Curi e Gleisi Hoffmann — todos estes com 10%. O resultado coloca os cinco pré-candidatos empatados dentro da margem de erro — que é de 3%.

Cristina foi lembrada por 4% dos eleitores consultados e ficou à frente de dois nomes que não devem entrar na disputa: Pedro Lupion (2%) e Luiz Carlos Hauly (1%).

No cenário “mais favorável” e bastante restritivo, em que chega a 10%, ela vence só Lupion e Hauly, sendo superada por Alvaro (21%) e Deltan (18%) — num quadro sem players que já tiveram o nome lançado, como Alexandre Curi, Gleisi e Filipe Barros.

Cristina Graeml não foi testada em todas as simulações da Quaest para o Senado, porque, internamente no PSD, o nome dela vem sendo ventilado como vice de Sandro Alex. Mas a queda nas pesquisas, já sentida nos tracking’s do Palácio Iguaçu, ameaçam até a vaga na chapa majoritária.

A jornalista já afirmou publicamente que não vai disputar eleição proporcional, nem se o governador Ratinho Junior lhe pedir. Ela prefere retornar para a atividade profissional do que concorrer para uma cadeira na Assembleia Legislativa ou Câmara Federal. Resumo da ópera: é senado ou vice.

Segue a busca por Rafael

A vice ainda não foi definida por Ratinho — ele ainda espera conseguir atrair o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, para o posto numa costura política na capital federal trazendo o MDB para a aliança com PSD. Missão que não está nada fácil.

Caso a estratégia não prospere, Cristina pode pintar na chapa de Sandro Alex. Para a Câmara Alta, o caminho dela ficou obstruído após o aceite de Alexandre Curi para concorrer ao Senado Federal.

A leitura interna no Palácio Iguaçu é que o eleitorado de Cristina Graeml derreteu após a migração para o PSD, apesar da declaração de que manteria o apoio à pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. De forma estratégica, o PL de Filipe Barros e o Novo de Deltan Dallagnol têm trabalhado nas redes sociais para afastar a jornalista do bolsonarismo — o que pode explicar a queda acentuada nas pesquisas.

Pelos corredores, palacianos não jogaram a toalha. Muitos acreditam que Cristina pode reverter, pelo menos em parte, o cenário desafiador e ajudar Sandro Alex — principalmente em Curitiba. Só não conseguiram ainda pensar numa forma de fazer ela e o prefeito Eduardo Pimentel andaram juntos na campanha eleitoral.

Cristina: “Quaest não tem credibilidade para nós”

Em nota encaminhada ao Blog Politicamente, a assessoria de imprensa de Cristina Graeml informou que não confia na pesquisa Quaest uma vez que na eleição de Curitiba em 2024, o mesmo instituto, duas semanas antes da eleição, lhe dava 5% de intenção de voto e quando a urna foi aberta ela obteve 32%, passando para o 2º turno. “A Quaest é uma pesquisa que não tem credibilidade para nós”.

O Politicamente procurou o instituto que afirmou, também em nota, que “não é correto comparar a situação de duas semanas antes da eleição com o resultado da urna. No sábado véspera do primeiro turno, a pesquisa Quaest mostrava os números do gráfico abaixo, que foram amplamente divulgados e se confirmaram nas urnas: Pimentel 30%, Graeml 26%, Ducci 23% e Ney 12%”.

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