Desempenho de Sandro Alex na Paraná Pesquisa esfria costura de aliança do PSD

A mais recente sondagem eleitoral da Paraná Pesquisa é marcada pela estabilidade dos pré-candidatos que disputam o governo

O que já não estava fácil, complicou um pouco mais. A menos de quatro meses para a eleição, o PSD do governador Ratinho Junior ainda patina na costura do arco de aliança em torno da candidatura de Sandro Alex.

Apenas o Republicanos, do pré-candidato ao Senado, Alexandre Curi, indicou publicamente o desejo de andar junto com o PSD em 2026 — e, mesmo assim, internamente há quem torça o nariz.

O desempenho do “homem da infraestrutura” na mais recente rodada de pesquisa de intenção de voto, divulgada nesta quarta-feira (10), esfria as conversas políticas principalmente com a Federação União Progressista e com o Podemos — dois alvos em potencial do PSD.

Integrantes das duas legendas admitem que o resultado ficou aquém do esperado e as conversas podem entrar em banho-maria, com definições só após a Copa do Mundo — o que é péssimo para o Palácio Iguaçu.

“O resultado, de fato, não é o que a gente esperava. Com toda a exposição, o candidato do PSD não decola o que provoca dúvidas não só aos partidos, mas também nos prefeitos e nos pré-candidatos a Estadual e Federal”, disse um político da federação.

“O governo deve intensificar a pressão para que partidos maiores anunciem logo o apoio ao Sandro (Alex)”, comentou um dirigente partidário.

Sandro foi quem mais cresceu…

Sandro Alex apareceu no levantamento da Paraná Pesquisa com 10,7% — ante os 8,6% em maio. Um crescimento tímido, dentro da margem de erro, para quem anda dia e noite, para cima e para baixo, pelo Estado com Ratinho — dono de uma aprovação na casa dos 80%.  “Foi quem mais cresceu na pesquisa”, destacou uma fonte palaciana.

Enquanto isso, Sergio Moro segue soberando na disputa pelo Palácio Iguaçu — com mais de 40% de intenção de voto, índice, aliás, que o ex-juiz da Lava Jato sustenta há mais de um ano nas sondagens da Paraná Pesquisa.

Nada parece abalar a pré-candidatura do Senador — nem o envolvimento de Flávio Bolsonaro com o Banco Master respingou nos números do ex-juiz.

No entanto, este porcentual de intenção de voto, estável há tanto tempo, pode indicar que o senador alcançou o teto.

De acordo com a rodada de junho da Paraná Pesquisa, Moro tem 42,3%, contra 19,9% de Requião Filho (PDT), 13,9% de Rafael Greca (MDB), Sandro Alex vem em seguida com 10,7%, Tony Garcia (DC) tem 1,4% e Luiz França (Missão) 0,9%.

No cenário sem Rafael Greca, o pré-candidato do PSD vai de 10,7% para 12,8%, enquanto Moro lidera com 47,3% seguido de Requião Filho com 23,5%. Tony Garcia aparece com 1,9% e Luiz França com 1,5%.

Ajustanto a estratégia

Ou seja, sem o ex-prefeito de Curitiba na corrida pelo Palácio Iguaçu, quem mais absorve os votos do emedebista é Sergio Moro. O ex-juiz sobe 5%, enquanto Requião Filho vai de 19,9% a 23,5% e Sandro Alex cresce 2,1%.

Aliás, pelos corredores do Iguaçu já se fala que a candidatura de Rafael Greca ao governo é boa para o PSD. Até porque, segundo as pesquisas, a maioria dos votos do ex-prefeito vai para Moro — sem falar que diminiu as chances da eleição ser liquidada no 1º turno.

Anteriormente, a estratégia palaciana era trazer Rafael Greca para a vice de Sandro Alex — para atrair o voto do curitibano. Com o recálculo da rota, essa missão será dada ao atual prefeito da capital Eduardo Pimentel (PSD).

A mais recente sondagem eleitoral da Paraná Pesquisa é marcada pela estabilidade dos pré-candidatos que disputam o governo — numa variação numérica dentro da margem de erro. Ruim para quem está atrás na pesquisa e benéfica para quem enxerga os adversários pelo retrovisor.

Perspectivas

O instituto mediu ainda a perspectiva de vitória. Para 47,9% dos entrevistados, Sergio Moro é quem vai ganhar as eleições de outubro. Requião Filho é a aposta de 14,8%, enquanto 12,3% acham que é Rafael Greca, 8,2% apostam em Sandro Alex e Luiz França e Tony Garcia foram citados por 0,9% cada.

Na leitura dos políticos e da prefeitada que olha para 2026 mirando em 2028, esta questão feita pela Paraná Pesquisa revela a perspectiva de poder — capaz de provocar dissabores e mudança de status: de aliados para ex-aliados.

Com a Copa do Mundo e as festas juninas batendo à porta, Moro vai torcer para que neste período o eleitor paranaense volte às atenções para o futebol e o arraiá, enquanto os demais concorrentes vão tentar provocar fatos políticos capazes de mudar o cenário eleitoral.

E é bom não perder tempo. A maior competição de futebol do mundo se encerra no dia 19 de julho, data da grande final, um dia antes da abertura do prazo de convenções partidárias.

Metodologia

A Paraná Pesquisa ouviu 1.500 eleitores entre os dias 07 e 09 de junho. O grau de confiança da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2,6% para mais ou para menos. O levantamento está registrado junto a Justiça Eleitoral sob o número PR-06978/2026.

Leia outras notícias no BP.