Nem bem o recurso do PT que questiona a candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado chegou no Tribunal Superior Eleitoral do Paraná, o gabinete do ministro Floriano de Azevedo Marques já despachou o caso para a Procuradoria Eleitoral dá um parecer sobre o caso.
Só agora, a três dias da eleição, o processo de registro de candidatura de Deltan chegou em Brasília — depois de ficar por mais de 20 dias no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná. Só na tarde desta quinta-feira (1º), o caso foi remetido pela Corte do Paraná ao TSE.
O recurso foi distribuído ao ministro André Mendonça, mas depois foi, imediatamente, redistribuído por prevenção ao ministro Floriano de Azevedo Marques e seguiu à Procuradoria Eleitoral.
Foi o mesmo Floriano de Azevedo Marques quem, no dia 19 de setembro, suspender liminarmente a campanha de Deltan — o proibindo de realizar qualquer ato de campanha, veicular propaganda no rádio e na TV e de receber recursos públicos do Fundo Partidário ou do Fundo Eleitoral.
O TRE chegou a determinar que Deltan desativasse a conta no Instagram ou que removesse toda propaganda eleitoral, mas a decisão foi revogada dias depois.
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Dias depois, por 5 votos a 2, a maioria dos ministros do TSE referendaram a decisão do ministro. André Mendonça e o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, divergiram do relator e votaram contra as restrições impostas a Deltan, argumentando que como o registro ainda não havia sido julgado pela Corte, o candidato poderia permanecer fazendo campanha normalmente — conforme jurisprudência do tribunal.
Os mesmos sete ministros que julgaram a suspensão da campanha de Deltan, agora vão analisar as condições de elegibilidade do candidato do Novo ao Senado pelo Paraná.
Existe uma pequena expectativa que o julgamento do registro de Deltan possa acontecer ainda antes do domingo de eleição. Alguns falam até na convocação de uma sessão extraordinária para apreciar o recurso proposto pelo PT contra o registro de Deltan.
Caso o TSE julgue pelo indeferimento do registro de Deltan antes do pleito, o nome do ex-procurador estará na urna, mas os votos destinados a ele serão declarados inválidos. Mas, se o julgamento acontecer depois de 4 de outubro, os votos serão contabilidados normalmente.
Pessoas próximas ao candidato do Novo, no entanto, acreditam que o caso só deve ser julgado após o pleito — o que poderia provocar uma eleição suplementar, caso Deltan seja eleito e depois tenha o registro indeferido pelo TSE.
Apesar da proximidade do pleito, eleitores e também adversários de Deltan aguardam ansiosos um desfecho do caso. O candidato do Novo vem liderando diversas pesquisas de intenção de voto, de diferentes institutos de pesquisa, e a ausência dele na eleição mexe bastante na disputa pelas duas cadeiras do Senado.