Qual foi o impacto da revelação da conversa de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, do Banco Master, na campanha de Sergio Moro (PL) ao governo do Paraná?
E passados mais de um mês do anúncio de Sandro Alex como pré-candidato ao PSD na corrida pelo Iguaçu, será que Ratinho Junior conseguiu transformar sua populariadade em votos para o “pupilo”?
Estas são respostas que o instituto IRG promete trazer na pesquisa prevista para ser divulgada na quinta-feira (21). Entre os dias 16 e 20 de maio serão ouvidos 1.000 paranaenses sobre a disputa pelo Palácio Iguaçu e as duas vagas ao Senado Federal. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto a um custo de R$ 25 mil.
Aliás, falando em Senado, a IRG deixou Guto Silva fora das opções ao eleitor. O ex-secretário das Cidades que se autointitula pré-candidato ao Senado parece não ter convencido o PSD nem o governador Ratinho Junior do projeto político para 2026.
Os nomes do PSD testados nesta pesquisa são do ex-secretário da Segurança Pública, Coronel Hudson e de Cristina Graeml. A exclusão chama a atenção porque o próprio instituto IRG afirmou na última segunda-feira que desistiu de soltar a pesquisa, que seria divulgada no dia seguinte, porque houve uma mudança no cenário com a entrada de Guto como pré-candidato pelo PSD.
- Leia mais: Instituto IRG desiste de divulgar pesquisa
O almoço entre Guto Silva e Alexandre Curi
Ratinho e Guto se reúnem e ex-secretário pode disputar a eleição
Outro questionamento que chamou a atenção no caderno do IRG foi sobre a aprovação do trabalho dos senadores Flávio Arns, Oriovisto Guimarães e Sergio Moro — e ainda se o eleitor saberia citar alguma lei ou projeto dos três representantes do Paraná na Câmara Alta.
Não só chama a atenção, mas cai como uma luva para o governo que vem questionando o trabalho dos senadores em Brasília — Ratinho tem repetido a crítica nos discursos feitos pelo Estado antes de enaltecer a pré-candidatura de Alexandre Curi (Republicanos) ao Senado.
A IRG vai trazer números que podem corroborar com a tese do governador sobre a representatividade do Paraná na Câmara Alta. Mais que isso, agora trará números sobre a percepção do eleitor. Ou seja, a pesquisa vai trazer dados que se encaixam perfeitamente na estratégia palaciana — “parece ter sido ditada pelo marqueteiro argentino Jorge Gerez”, cita um maldoso analista político ouvido pelo Politicamente.
Disputa com os padrinhos
Sobre a disputa pelo Governo do Paraná, a IRG vai trazer a pesquisa espontânea e dois cenários da estimulada. O primeiro com os nomes de Luiz França (Missão), Rafael Greca (MDB), Requião Filho (PDT), Sandro Alex (PSD), Sergio Moro (PL) e Tony Garcia (DC). E o segundo, sem o ex-prefeito de Curitiba, e atraelando os pré-candidatos aos seus padrinhos políticos.
Luiz França com o apoio do Renan Santos, Requião Filho com Lula, Sandro Alex ao lado de Ratinho Junior, mesmo tendo Ronaldo Caiado como presidenciável do seu partido, Sergio Moro com o apoio do Flávio Bolsonaro e Tony Garcia com Aldo Rebelo.
A IRG ainda simula dois cenários de 2º turno — mantendo os padrinhos. No primeiro Requião Filho/Lula contra Sergio Moro/Flávio Bolsonaro e no segundo quadro Moro/Flávio versus Sandro Alex/Ratinho — novamente ignorando Caiado.
Com relação a corrida pelas duas vagas ao Senado, a IRG vai trazer a pesquisa espontânea e a estimulada com apenas um cenário, mas capturando os dois votos. Os nomes ofertados aos eleitores na entrevista são: Alexandre Curi (Rep), Alvaro Dias (MDB), Coronel Hudson (PSD), Cristina Graeml (PSD), Deltan Dallagnol (Novo), Filipe Barros (PL) e Gleisi Hoffmann (PT).
Metodologia
A pesquisa, registrada sob o número PR-06178/2026, vai ouvir 1.000 pessoas entre os dias 16 e 20 de maio. O grau de confiança é de 95% e a margem de erro é de 3,1% para mais ou para menos.