VOCÊ VOTOU, A MAIORIA VENCEU, O BP COMPAROU
O paraná tem o caixa em ordem, mas os oito candidatos querem usar a chave de jeitos bem diferentes — A equipe do Blog Politicamente leu os planos para mostrar quem quer cortar imposto, quem quer taxar mais os ricos e quem pretende refazer a lógica da conta.
Imposto tem uma característica democrática peculiar: quase todo mundo reclama dele. A divergência começa quando chega a hora de decidir quem paga a conta e onde o governo deve colocar o dinheiro. O Paraná chega à eleição com situação fiscal considerada sólida por diferentes planos. E o BP, de acordo com os oito planos oficiais apresentados pelos candidatos ao Governo do Paraná, cruza as propostas de tributação, gastos, dívida, incentivos fiscais e gestão orçamentária.
“Quando o assunto é imposto, os oito planos contam histórias diferentes sobre a mesma carteira: a do contribuinte paranaense.”
Impostos no Paraná: redução, revisão e reforma tributária
No primeiro grupo aparecem propostas de redução ou reorganização dos impostos. Sergio Moro (PL) promete diminuir, no médio e longo prazo, os tributos sobre consumo.
O candidato do PDT, Requião Filho, propõe reduzir a tributação de medicamentos essenciais quando houver efeito comprovado no preço. Ele quer revisar incentivos fiscais e acabar com benefícios que não produzam investimento ou emprego.
O partido político Mobiliza, através de seu candidato Alexandre Salomão, pretende preservar solidez, acompanhar a transição e manter transparência sobre dívida e execução do orçamento.
O PSD, através de Sandro Alex, propõe a gestão da dívida, planejamento tributário e uma unidade específica dentro da Secretaria da Fazenda para acompanhar a reforma tributária. Também prevê painel público com arrecadação, dívida, receita e capacidade de investimento.
Gastos públicos, auditoria e equilíbrio fiscal
Já Luiz França (Missão) põe a lupa no gasto. Defende auditoria da máquina estadual, revisão de contratos, frota, imóveis, estruturas administrativas e benefícios fiscais. O dinheiro economizado teria três destinos: equilíbrio fiscal, investimento e serviços essenciais. Seu plano prevê a indicação dos custo, público atendido e resultado esperado.
Tributação progressiva e participação no orçamento
Do outro lado da discussão tributária, Tayná Miessa (UP) propõe mudar quem carrega maior peso da conta. O plano critica a tributação concentrada no consumo e defende impostos progressivos sobre grandes rendas e patrimônios, inclusive grandes propriedades agrícolas, comerciais e industriais. Também propõe orçamento participativo discutido com a população e foco em projetos estruturantes e combate à pobreza.
Samuel de Mattos, do PSTU, vai além. Seu programa contesta a própria lógica da responsabilidade fiscal quando ela limita despesas sociais. Critica isenções concedidas a grandes empresas, propõe taxação dos super ricos e ruptura com mecanismos da dívida Para ele, o problema não está apenas em administrar melhor o caixa. Está em mudar quem coloca e recebe o dinheiro nele.
Adriano Funileiro (PCO) apresenta a ruptura mais ampla. Defende acabar com impostos sobre consumo e salários e concentrar a tributação sobre ganhos dos capitalistas e grandes fortunas. Também propõe cancelar dívidas pública interna e externa com grandes credores, estatizar o sistema financeiro e abandonar limitações como teto de gastos. Em seu plano, não se pretende apenas trocar algumas peças do sistema tributário. A ideia é trocar praticamente o motor inteiro.
Doações de pessoas físicas nas eleições de 2026
Há ainda outra entrada de dinheiro que aparece na eleição, embora não no orçamento estadual: as doações de pessoas físicas às campanhas. Quem é favorável à manutenção das doações de pessoas físicas defendem que elas ampliam a participação direta do cidadão e diversificam as fontes de financiamento. Quem é desfavorável as doações, vê riscos de desigualdade de influência entre pessoas com diferentes aportes financeiros.
O que impostos e gastos públicos significam para o eleitor
E esse é o custo de oportunidade que a pesquisa do BP tenta reduzir. Cada minuto gasto decifrando promessa genérica é um minuto que poderia ser usado para comparar aquilo que realmente mexe no bolso: imposto, gasto, dívida, incentivo e investimento.
COLOQUE NA SUA CONTA: DINHEIRO PÚBLICO NÃO NASCE NO CAIXA DO GOVERNO. ANTES DE VIRAR OBRA, HOSPITAL, ESCOLA OU BENEFÍCIO FISCAL, ELE SAIU DE ALGUM LUGAR. E DESCOBRIR DE ONDE CADA CANDIDATO PRETENDE TIRÁ-LO TALVEZ SEJA TÃO IMPORTANTE QUANTO SABER ONDE PROMETE GASTÁ-LO.
Clique aqui para acessar a matéria 2 do projeto BP COMPARA ELEIÇÕES 2026 publicada pelo BP. O tema foi: Administração eficiente, transparente e próxima da população.