Rafael Greca ouviu diretamente de Ratinho Junior, líder da campanha de Sandro Alex (PSD), o convite para ser o vice na chapa do Palácio Iguaçu no pleito de outubro. A reunião aconteceu no fim da tarde de ontem (28).
O ex-prefeito de Curitiba, anteriormente, chegou a se queixar da falta de interlocução direta com o governador do Estado sobre a proposta eleitoral. Ao mesmo tempo que ouviu, falou ao chefe do Poder Executivo o desejo de ser candidato.
Diante de projetos eleitorais, por enquanto, divergentes, a reunião foi inconclusiva. Greca e o MDB devem discutir os cenários nos próximos dias e até sexta-feira deve ser conhecido o destino de ambos — partido e candidato. Até porque, eles podem estar desassociados.
Um fator que pode pesar contra o acerto é o acordo político que não honrado com Rafael Greca. Ao se filiar ao PSD, em 2022, sob a bênção de Gilberto Kassab, foi prometida a secretaria das Cidades que Ratinho acabou dando para Guto Silva.
Sem falar no desempenho do “homem da infraestrutura” na última pesquisa Quaest — que o colocou com 7% contra 12% do emedebista.
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Esta negociação com o MDB passa também por outro nome: Alvaro Dias. Caso Greca decline do convite de vice do “homem da infraestrutura”, Alvaro pode ser alçado a candidato ao Senado de Sandro Alex — numa composição para atrair o MDB para a trincheira do PSD.
Esta possibilidade, no entanto, esbarraria na estratégia de Alexandre Curi (Republicanos) que busca uma cadeira no Senado Federal.
Ou seja, Ratinho atrai o MDB, mas corre o risco de ficar sem o Republicanos — leia-se o presidente da Assembleia Legislativa que comanda uma robusta rede de prefeitos.
Se prevalecer o desejo de Rafael Greca, ou seja, se a pré-candidatura passar pelas convenções, Ratinho deve escalar Cristina Graeml para a vice — apesar da resistência do prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel.
Um outro panorama não é descartado. O MDB abandonar Rafael Greca, apesar do apoio do presidente nacional Baleia Rossi, e caminhar ao lado de Sandro Alex.
Coincidência ou não, Ratinho cumpre agenda na manhã desta quarta em São Paulo, onde acompanha a missa no Santuário Nacional de Aparecida.
Se o racha vier dentro do MDB, o ex-prefeito poderá ficar neutro e acompanhar a eleição da chácara San Rafael, na região metropolitana de Curitiba, pode também ir tomar sorvete em Roma, como já disse numa entrevista, ou até declarar apoio à candidatura de Sergio Moro — com quem tem conversado sobre aliança.
Uma pessoa próxima a Greca disse ao Blog Politicamente que a proposta de aliança do ex-juiz é bastante atrativa, no que diz respeito a espaço num futuro governo e eleição municipal de 2028, mas esbarra em Giovani Gionédis.
O advogado e um dos principais conselheiros políticos do ex-prefeito não nutre os melhores sentimentos por Sergio Moro, que, como juiz federal da 2ª Vara Criminal de Curitiba, condenou Gionédis no caso do Banestado.
Metodologia
A Quaest entrevistou 1.104 pessoas entre os dias 21 e 25 de julho. O nível de confiança da sondagem é de 95% e a margem de erro é de 3% para mais ou para menos. O levantamento está registrado junto a Justiça Eleitoral sob o número PR-04818/2026.