A sessão plenária da Assembleia Legislativa do próximo dia 16, quando os deputados irão votar a cassação do mandato de Renato Freitas (PT), pode marcar o surgimento, temporário, de mais uma bancada na Casa: a dos ausentes.
Nos corredores da sede do Poder Legislativo o papo é que tem muito parlamentar incomodado com a perda do mandato do petista e pensa em não comparecer à sessão — o que pode favorecer Renato Freitas.
A lista tem engordado nos últimos dias. Deputados ouvidos pelo Blog Politicamente falam que a “bancada dos ausentes” já contaria com pelo 10 deputados estaduais. E seria uma bancada pluripartidarista.
E aí, o resultado da votação que parecia certo e líquido, começa a ficar duvidoso. Tem muito deputado fazendo conta e projeta um escrutínio apertado.
Como a Alep possui 54 deputados, são necessários pelo menos 28 votos favoráveis para aprovar a cassação do mandato de Renato Freitas.
Considerando que o presidente da Casa não vota, a bancada PT e alguns simpatizantes com a oposição vão votar pela manutenção do mandato e, por fim, somando a “bancada dos ausentes”, o placar pode ficar bastante apertado colocando uma grande interrogação sobre o defecho do caso.
O fato de 2026 ser um ano eleitoral influi e bastante na decisão dos deputados — seja pela cassação, pela absolvição e também pela ausência.
Há um grupo de deputados que não está apenas desconfortável com uma possível cassação, mas teme que uma eventual cassação possa transformar o caso de Renato Freitas em um paradigma.
Ou seja, se um parlamentar que trocou socos na rua teve o mandato cassado, qual será o futuro político de um deputado que for alvo de uma operação policial? Daquele que for pego com a mão na botija? E daquele que for denunciado pelo Ministério Público?
Paralelamente, o petista aguarda uma decisão do Tribunal de Justiça do Paraná que possa anular o processo no Conselho de Ética da Alep ou, de forma imediata, pelo menos suspender a votação em plenário até que o caso seja julgado.