Novo sistema de segurança do Palácio Iguaçu causa embaraços

O sistema no Palaçio Iguaçu foi aperfeiçoado após o contrato de R$ 13,4 milhões que garantiu novas ferramentas de segurança

Quem costuma frequentar o Palácio Iguaçu já percebeu que o sistema de segurança para ingressar na sede do Poder Executivo está mais rigoroso.

Fruto do aperfeiçoamento feito pela Casa Militar, comandada pelo coronel da Polícia Militar, Marcos Antônio Tordoro, e de um contrato no valor de R$ 13,4 milhões que se estende até 2030 com a empresa L8 Group S.A, que atende outros estados do país.

Foram adquiridas sete tipos diferentes de câmeras de monitoramento, sistema de reconhecimento facial e de controle de acesso — dentre outros equipamentos. É um rigor só.

No entanto, toda esta vigilância tem provocado desconforto e alguns dissabores. Recentemente, o comandante de uma unidade de elite da Polícia Militar foi ao palácio para uma agenda com o governador Ratinho Junior. Além da burocracia junto aos militares da Casa Militar, o comandante teve que acautelar a arma — ou seja, transferir a guarda e responsabilidade de uma arma de fogo institucional para um servidor.

Até funcionárias, algumas com anos de serviço público e outras que dão expediente no 3º andar, estão tendo as bolsas retidas no sistema de raio-x e, por vezes, até revistadas.

O problema maior nem tem sido este. Até os mármores do Palácio Iguaçu sabem que Ratinho e outros secretários de Estado costumam receber autoridades, empresários e, por algumas vezes, até pessoas para uma reunião particular.

E desde que o novo sistema de segurança entrou em vigência, o chefe de gabinete do governador, Daniel Vilas Boas, passou a receber cada vez com mais frequência relatos do rigor da burocracia que se tornou a tarefa de entrar no Palácio Iguaçu.

Sem falar, na entrada de pessoas consideradas iminências pardas do governo que costumam entrar pelo Posto 5 do Palácio, próximo da rotatória, e acessar o elevador excluviso do governador para chegar no gabinete de Ratinho. Até estes, que circulam com mais discrição, mas com bastante assiduidade no Iguaçu, têm reclamado a Vilas Boas.

Tudo porque estão sendo obrigados a se identificar aos policiais da Casa Militar. O caso, conta uma fonte palaciana, já chegou ao conhecimento do governador Ratinho Junior. Agora é aguardar prováveis mudanças no mais recente sistema de segurança do Palácio Iguaçu.

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