Se a divulgação do aúdio de Flávio Bolsonaro (PL) com o banqueiro Daniel Vorcaro caiu como uma bomba entre os aliados do filho 01 de Jair Bolsonaro, dentro do Partido Novo o clima é semelhante após as críticas desferidas por Romeu Zema.
Horas depois que os diálogos vieram à tona, Zema postou um vídeo nas redes sociais considerando “imperdoável, um tapa na cara dos brasileiros de bem” a ligação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro. A reação foi criticada duramente pela Direita.
Eduardo e Carlos Bolsonaro saíram em defesa do irmão, subindo o tom contra o ex-governador de Minas Gerais.
“Não sequer ouviu o outro lado, bastou um par de horas para a ‘união da direita’, o ‘potencial vice’ se aproveita e larga esta acusação sem fundamentos. Não houve desvio de dinheiro, Lei Rouanet ou recursos públicos. Não seja tão baixo, tão vil, Romeu Zema”, escreveu Eduardo Bolsonaro.
Os efeitos da crise no Paraná
“A divulgação do vídeo pela equipe de comunicação de Zema foi precipitada e gerou ruídos desnecessários em alianças já estabelecidas. Posicionamentos públicos dessa natureza devem observar alinhamento prévio com a convenção nacional do partido — o que não ocorreu neste caso”, diz um trecho da nota.
A nota oficial do partido cita ainda que a aliança do Novo com o PL no Paraná “permanece sólida, fundamentada em diálogo, convergência de princípios e compromisso com resultados concretos para os paranaenses”.
A torcida agora do partido de Deltan Dallagnol é para que a crise instalada com o PL de Flávio Bolsonaro seja contornada, que os bombeiros entrem em ação para desfazer o mal-estar instalado após as críticas feitas por Zema.
O Partido Novo sabe que uma aliança política do PL nacionalmente potencializa o objetivo primordial em 2026: eleger uma robusta bancada na Câmara Federal superando a cláusula de barreiras. Um rompimento com o partido de Bolsonaro pode trazer dificuldades na eleição de outubro.
Quem observa com bastante atenção o desdobramento da crise instalada entre Novo e PL é o governador Ratinho Junior. O rompimento entre as legendas cairia com uma luva na estratégia palaciana para afastar o Novo do PL.
Isso, sem dúvida, impactaria a pré-candidatura de Sergio Moro e traria novamente o Novo para a trincheira do PSD. O Novo paranaense, no entanto, deixa bastante claro que quer se manter ao lado do ex-juiz da Lava Jato no pleito de outubro.