Candidata a deputada estadual é principal alvo de operação do Gaeco
Operação do Gaeco cumpriu mandados na região metropolitana de Curitiba e em Londrina numa investigação que apura desvio de verbas
Por Carol Nery
A candidata a deputada estadual Mariane Aparecida Mazzon (Missão), responsável pela ONG Instituto SOS 4 Patas, é o principal alvo da Operação Resgate, realizada na manhã desta quinta-feira (17), por equipes do Gaeco, do Ministério Público do Paraná (MP).
De acordo com uma fonte ligada à investigação, a ação policial é decorrente de uma apuração sobre suspeitas de desvio de verbas que deveriam ser destinadas aos cuidados de animais. Mariane é estreante nas urnas e mantém o SOS 4 Patas desde 2013.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cinco endereços de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, e um de Londrina, no norte do Paraná, solicitados à Justiça pela 1ª Promotoria de Justiça do Foro Regional de Campo Largo. Os policiais apreenderam aparelhos de telefone celular e documentos para análise.
No local onde funciona a ONG SOS 4 Patas, os policiais do Gaeco relataram, em um dos boletins de cumprimento dos mandados aos quais o Blog Politicamente teve acesso, que encontraram um ambiente organizado e que verificaram a presença de cães abrigados e acomodados em canis distintos de acordo com idade e estado de saúde, além da existência de espaço estruturado para animais com deficiência.
“De modo geral e em análise preliminar, toda a estrutura e o trato com os animais aparentavam estar em perfeita ordem”, descreveram.
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As equipes também estiveram em outro endereço comercial, que atua em parceria com a ONG da candidata a deputada estadual, e registraram em boletim que o local cuida de mais de 110 animais resgatados pelo Instituto. “[…] não foram constatados indicios de maus tratos animais no local, verificado que os animais aparentemente estão todos bem tratados”.
Mariane diz receber ataques e ameaças
“Isso não começou hoje. Em 2024 eu me recusei a apoiar certos candidatos, e em 2025 eu denunciei um desvio de verba que seria destinado para o Instituto e não foi. Depois disso, eu comecei a receber ataques, ameaças, receber várias fake news — vocês acompanharam tudo o que eu passei aqui”, declarou.
