Por Carol Nery
O presidente interino* da Câmara Municipal de Xambrê, Edinalvo Lima Venturi (MDB), e o secretário municipal de Cultura, Pedro Henrique da Silva Mota, foram presos em suas residências, na manhã desta sexta-feira (11), por equipes do Gaeco, do Ministério Público do Paraná (MPPR), em ação integrada com a Polícia Civil do Paraná.
Ambos são investigados na Operação Gomorra, que apura possíveis crimes de exploração sexual, importunação sexual e produção e armazenamento de conteúdo de violência sexual envolvendo criança ou adolescente praticados em Xambrê.
Além dos dois mandados de prisão preventiva, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão no prédio da Câmara Municipal de Xambrê e outros dois mandados de busca pessoal.
As investigações são consequência do encontro de provas extraídas do material apreendido no curso da Operação Res Privata, deflagrada em março de 2026, que averigua fraudes em licitações, peculato, corrupção e organização criminosa.
Uma fonte do Blog Politicamente ligada às investigações afirma que os crimes teriam sido praticados contra adolescentes com idades entre 13 e 17 anos.
As vítimas receberiam valores de R$ 100 a R$ 300 pela venda de fotos aos investigados, além de ofertas de estágio na prefeitura de Xambrê e também seriam presenteados com bolas de futebol e futevôlei.
Conforme apurado pelo MP, uma atividade como voluntário de uma igreja da cidade seria um dos caminhos para o secretário municipal se aproximar de parte das vítimas.
*Venturi assumiu interinamente no lugar do vereador Ademir Leite da Silva (PL), considerado foragido da Justiça após descumprimento de medidas protetivas e acusações de violência doméstica.