Em menos de 24 horas, Sergio Moro, pré-candidato ao Governo do Paraná, experimentou experiências eleitorais bastante distintas.
Na noite de quarta-feira (17) ele participou de um tumultuado evento político do PL do Paraná na cidade de Rio Branco do Sul, na região metropolitana de Curitiba, onde teve que discursar em cima de um caixote com um megafone na mão.
Na mahã desta quinta, desembarcou na região da Faria Lima, em São Paulo, para apresentar ao lado de Flávio Bolsonaro o plano “Brasil Sem Medo” — um conjunto de 12 propostas na área de segurança pública.
Em Rio Branco do Sul, Moro teve que improvisar. Estava marcado um grande encontro regional na cidade com a presença dos pré-candidatos ao Senado Deltan Dallagnol e Filipe Barros e também do empresário Neto Santos que vai disputar uma cadeira na Câmara Federal.
O local da reunião política acabou sendo alterado por algumas vezes e terminou no meio da rua, com Sergio Moro discursando com um megafone na mão em cima de um caixote.
Numa rede social, o senador deu a entender que o encontro do PL na cidade teria sido sabotado pelos adversários políticos. “O medo dos ‘donos do poder’ começa a produzir cenas interessantes. Fomos na rua de megafone e live contra a velha política que tentou censurar a mobilização. Mexeram com a pessoa errada”.
Na manhã desta quinta, Moro já estava em São Paulo. Ao lado de Flávio Bolsonaro e de Guilherme Derrite, o ex-juiz da Lava Jato participou da apresentação do eixo do plano de governo do filho 01 de Bolsonaro para a segurança pública do país.
Moro foi apresentado pelo presidenciável como um dos idealizadores, ao lado de Derrite, do plano “Brasil Sem Medo”. Dentre as medidas propostas está a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, com punições para adolescentes a partir de 14 anos para crimes graves, como estupro, tráfico e assassinato.
O plano ainda tem a ideia de castração química de homens que abusam de mulheres e crianças; o fim da progressão de pena para crimes hediondos e a construção de cinco novos presídios federais de segurança máxima.
O documento divulgado pela pré-campanha de Flávio Bolsonaro cita como exemplo o modelo adotado pelo governo de El Salvador, com detenções em massa.