Ratinho acelera negociação para tentar ampliar aliança do PSD

Por enquanto, o PSD de Ratinho conta apenas com o Republicanos de Alexandre Curi -- pré-candidato ao Senado

Ratinho Junior passa a concentrar esforços na articulação política para tentar ampliar a aliança do PSD — que tem Sandro Alex na cabeça da chapa.

Por enquanto, o partido do governador conta apenas com o Republicanos de Alexandre Curi — pré-candidato ao Senado. Cenário bastante pessimista diante do quadro de 2022, quando Ratinho reuniu nove partidos em torno do PSD.

Na última eleição geral, Ratinho contava com o apoio de Republicanos, MDB, Solidariedade, PL, União Brasil, PP, PMB, Agir, Pros e PTB.

A realidade em 26 é outra e Ratinho agora entra em campo, pessoalmente, na costura política para atrair as legendas. Uma boa fonte palaciana conta que o governador deve apostas as fichas, inicialmente, na Federação União Progressista (União Brasil e PP) e no Podemos.

Com o União Brasil, Ratinho tem tratado diretamente com Antônio Rueda. E as tratativas avançam para um desfecho positivo. Mas para trazer também o PP, precisará conversar com Ricardo Barros, mandachuva dos Progressistas.

A relação entre PSD e PP não foi das melhores nos útlimos quatro anos —  e a eleição de 2024 colocou Ratinho e Barros em trincheiras opostas em várias cidades de médio e grande porte.

A estatégia é que o PSD tenha um ganho político com o anúncio de um novo aliado e, de preferência, ainda no mês de maio.

Com Sandro Alex e Alexandre Curi já anunciados na chapa, Ratinho tem como moeda de troca o espaço da vice-governadoria e a segunda vaga ao Senado — embora, internamente, conte com Crtistina Graeml e o ex-secretário da Segurança, Hudson Teixeira como opções.

Arco de aliança

A chapa dos sonhos, desenhada no Palácio Iguaçu, tem o MDB do ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, como nome ideal para vice. É quem buscaria votos em Curitiba e região metropolitana tão necessários para Sandro Alex.

Greca, no entanto, não abre qualquer brecha para discutir a candidatura. Panorama que palacianos começam a se acostumar, embora, ainda mantenham esperança numa guinada até o período convencional. O MDB, assim, deve ficar no fim da fila das costuras políticas encabeçadas por Ratinho.

Uma boa fonte do PSD cita que ninguém dentro do partido acredita num arco de aliança tão amplo como de 2022.

Diferente de 22, a concorrência em 2026 é bem mais acirrada. Se na eleição geral passada o PSD de Ratinho tinha apenas Roberto Requião (PT) como candidato competitivo, neste ano Sandro Alex tem Sergio Moro (PL), Requião Filho (PT) e o ex-prefeito de Curitiba como concorrentes.

Destes postulantes, Moro é quem mais ameaça as costuras políticas, já que também mantém diálogo com as outras legendas.

Leia outras notícias no BP.