Está nas mãos do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido para anular os votos que Deltan Dallagnol (Novo) venha a receber na eleição ao Senado na eleição deste domingo.
A ação foi proposta pelo deputado federal e candidato à reeleição, Zeca Dirceu (PT). Os advogados do petista pedem uma extensão dos efeitos de uma decisão dada pelo próprio Gilmar Mendes à favor do petista — mas num outro processo.
A intenção é que o STF compute como nulos ou “anulados sub judice e não como válidos” os votos de Deltan até que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgue o recurso ordinário interposto pelo PT do Paraná que questiona a elegibilidade do candidato do Novo.
Caso Gilmar Mendes atenda ao pedido de Zeca Dirceu e determine a anulação dos votos dos eleitores de Deltan, o nome do candidato do Novo continuará na urna, mas os votos não serão validados.
Os advogados de Zeca Dirceu requerem a imediata comunicação aos presidentes do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Nunes Marques, e do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, desembargador Luciano Carrasco Falavinha, para que adotem, antes do encerramento da votação, “as providências necessárias ao registro da candidatura no sistema de totalização como indeferida com recurso”.
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Neste sábado, Gilmar Mendes usou o processo antigo de Zeca Dirceu, o mesmo citado nesta ação, para atender ao pedido do candidato ao Governo do Paraná, Sandro Alex (PSD), para suspender o direito de resposta concedido pelo TRE do Paraná a Sergio Moro (PL).