Não prosperou a primeira tentativa da Assembleia Legislativa do Paraná de validar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) o processo ético-disciplinar contra Renato Freitas — no caso da briga no meio da rua no Centro de Curitiba.
O sistema do STJ mostra que às 17:40 desta quarta-feira (17), menos de 24 horas após o ingresso do recurso da Alep, o presidente da Corte, ministro Herman Benjamin, não conheceu o pedido.
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Não há informações sobre o teor da decisão do ministro — que deve ser publicada na sexta-feira no Diário Oficial do STJ. Mas um dos caminhos que o magistrado pode ter trilhado é que a discussão sobre a independência e separação dos poderes é matéria constitucional, portanto, de competência do Supremo Tribunal Federal.
Se o entendimento foi este, Herman Benjamin sequer analisou o mérito do recurso da Alep e decidiu pelo não conhecimento da medida. Nem a defesa de Renato Freitas nem a Procuradoria da Alep foram ainda intimadas da decisão.
A Procuradoria da Alep entrou com a medida no STJ para derrubar a decisão do desembargador Rogério Kanayama, do Tribunal de Justiça do Paraná, que suspendeu os atos do processo contra Renato Freitas — mesmo, dias antes, ter atestado a legalidade do trabalho tanto do Conselho de Ética da Assembleia quanto da CCJ.
A Alep buscava restaurar a plena eficácia dos atos praticados no processo ético-disciplinar contra o petista e “permitir a designação de nova data para a realização de sessão plenária para deliberação” do caso, “em clara homenagem à autonomia e independência do Poder Legislativo”.