O deputado petista Renato Freitas voltou a usar a tribuna da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (9) para comentar a troca de socos com o manobrista Wesley de Souza Silva — protagonizada no fim do mês passado numa rua de Curitiba. Depois de colocar em prática a estratégia do “ataque é a melhor defesa”, ao apontar o dedo para alguns parlamentares, desta vez o deputado do PT sugere que a briga foi uma armação.
Renato Freitas disse ser vítima de perseguição de “alguns poderosos” que conspiram contra ele dia e noite. E, no discurso, afirmou: “agora armaram para mim uma cilada” ao relembrar que teria sido xingado de “nóia e de lixo” e depois “intimado para sair na porrada”. Por fim, o petista reconheceu o erro de partir para briga com o manobrista.
“Sabiam que eu ia enfrentar porque se eu se enfrento os que se acham reis, eu enfrento também os laranjas pagos para fazer isso. Erro meu. Erro meu”.
Sem apresentar qualquer prova da suposta armação, esta nova declaração do deputado Renato Freitas pode ser um spoiler da defesa política que o parlamentar pode apresentar no Conselho de Ética da Assembleia onde tramitam quase uma dezena de representações que pedem a cassação do mandato do petista por conta da troca de socos numa rua de Curitiba.
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Anteriomente, o parlamentar já havia dito que ele apenas reagiu num ato de legítima defesa, o que poderia descaracterizar a quebra de decoro parlamentar. Apesar disso, comenta-se nos bastidores a situação política de Renato Freitas é complicada e que nem seus companheiros de partido acreditam numa punição que não seja a perda do mandato.