Márcio Pacheco (PP) deve ser o escolhido para relatar as oito representações protocoladas contra o deputado estadual Renato Freitas (PT) no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa — após o episódio da troca de socos envolvendo o parlamentar. Os processos podem resultar até na cassação do mandato do petista.
Por se tratar dos mesmos fatos, todas as ações serão aglutinadas e ficarão sob a relatoria de um membro do colegiado. Caberá ao presidente do Conselho, deputado Jacovós, fazer a escolha do relator.
Márcio Pacheco é deputado estadual pelo PP, vice-presidente do Conselho de Ética e agente da Polícia Federal. A formação policial, aliás, pode ser um diferencial que o qualifique para assumir os processos contra Renato Freitas. Toda a instrução processual já acontecerá sob a égide do novo Código de Ética que foi modernizado e aprovado em 2025.

A grande preocupação do colegiado é evitar qualquer deslize durante a instrução que pode, futuramente, ensejar uma nulidade por determinação do Poder Judiciário. A escolha do relator acontece nesta terça-feira (25) e, em seguida, Renato Freitas será citado para apresentar defesa e arrolar testemunhas.
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Após briga na rua, Renato Freitas diz ter sido vítima de agressão
Imagens mostram deputado trocando socos com homem em Curitiba
Caberá ao relator apresentar um parecer sobre o caso — que pode ser pelo arquivamento ou pela aplicação de uma penalidade, que pode ir desde advertência verbal até a cassação do mandato. Caso o relator recomende alguma punição, o parecer será submetido ao plenário. O caso só deve ter um desfecho em março de 2026 — já que em dezembro a Alep entra em recesso e os prazos são suspensos.
Novos vídeos agravam situação de Renato Freitas
Nos bastidores, comenta-se que a situação de Renato Freitas se complicou bastante após a divulgação de novas imagens sobre a briga com o manobrista Wesley de Souza Silva.
O vídeo mostra Wesley manobrando um veículo quando Renato Freitas e a companheira, que estaria grávida, atravessam a rua. Os dois teriam iniciado uma discussão. O manobrista então estaciona dentro da garagem de um prédio e sai do veículo. Segundos depois, o petista e um assessor atravessam a rua e vão para cima de Wesley.
As imagens mostram que Renato Freitas é quem inicia a briga física, desferindo socos e chutes no manobrista — o que pode afastar a tese de legítima defesa do petista e caracterizar a quebra do decoro parlamentar podendo resultar até na cassação do mandato.
Logo em seguida, o assessor parlamentar também agride Wesley. Logo em seguida, os dois saem num carro e Wesley vai atrás a pé. Na quadra seguinte, acontece uma nova briga.
O manobrista acerta primeiro o rosto de Renato Freitas que desfere dois chutes antes de ser atingido com um soco que resulta na fratura do nariz. Pessoas que estavam próximas intervêm e separam os brigões.