Ratinho Junior tem pressa. Ontem (13), no Palácio Iguaçu, ele se reuniu com representantes da Federação União Progressista, Ricardo Barros, cacique do PP, e Matheus Laiola que comanda o União Brasil, para tentar fechar apoio à candidatura de Sandro Alex (PSD) ao Governo do Estado.
Ainda no fim de semana, conta uma fonte palaciana, chegou a pedir um levantamento sobre as benesses ofertadas aos dois partidos, em especial ao União Brasil. A ideia era rchaçar a narrativa de que não cumpriu com os compromissos firmados.
Depois desta reunião, o governador deixou a sede do Poder Executivo e se deslocou para a sede da rádio da família Massa, em Santa Felicidade, onde teve um encontro apenas com a bancada dos deputados federais do União Brasil, além de Santin Roveda — que também participou da reunião.
Lá, teria reforçado a importância do apoio do União e da viabilidade eleitoral de Sandro Alex. Voltou à dizer que as pesquisas que hoje colocam dúvidas sobre o desempenho do “homem da infraestrutura”, vão ser favoráveis durante a campanha — quando ele (Ratinho) começar a andar com o candidato do PSD.
O resultado das duas reuniões? De prático, ainda nada. Mas houve um novo approach que pode render frutos. Este pelo menos é o sentimento de um palaciano otimista ouvido pelo Blog Politicamente.
Até as pedras do Centro Cívivo sabem que a relação do governador com o mandachuva do PP desandou durante os dois mandatos — mas, principalmente, após o pleito de 2024.
Um quer, o outro não…
Ao mesmo tempo, é sabido que Ratinho, num acordo com Antônio Rueda, ajudou a reforçar a chapa do partido ao convencer os federais Paulo Litro e Luísa Canziani a migrarem do PSD para o União. Em troca, quer contar com a legenda de Rueda no arco de aliança.
Ou seja, ao mesmo tempo em que Ratinho conta com a simpatia do União, tem a resistência, talvez na mesma medida, por parte do PP. O cenário é bem claro: União Brasil topa apoiar Sandro Alex, o PP não. Pelo menos não neste momento.
Como União e PP estão sob o regime matrimonial de federação, os dois partidos têm que caminhar juntos na disputa majoritária. Mas diante de objetivos distintos, a reunião com Ratinho pouco avançou. Até porque, nem Barros, tampouco Laiola, podem decidir o destino da Federação nesta eleição.
Diante da incerteza, Ricardo Barros, nesta terça, pegou um avião e foi até Brasília para conseguir de Rueda e Ciro Nogueira, mandachuva do PP, a carta de comando da federação no Paraná.
Em última instância, caso não haja consenso no Paraná, a decisão ficará para Rueda e Ciro Nogueira — saída que é bem vista pelo Palácio Iguaçu.
Ratinho, frisa-se, tem pressa. Senso de urgência. Ele quer a todo custo potencializar a convenção do PSD, marcada para o próximo dia 25, que vai aclamar o nome de Sandro Alex como candidato ao Governo do Estado.
Se fosse hoje, o palanque teria apenas PSD e o Republicanos do pré-candidato ao Senado, Alexandre Curi. E alguns republicanos com sorriso amarelo em cima do palco.
A ofensiva pelo Podemos
Paralelamente, Ratinho fez uma ofensiva em cima do Podemos do Paraná. Mas, ao invés de tratar com Felipe Francischini, resolveu negociar em Brasília.
“Ratinho disse que não abre mão dos 20 segundos do tempo de TV do Podemos”, disse uma fonte ligada ao governador.
Aliás, alerta a mesma fonte, é bom, por hora, evitar convidar Ratinho Junior e Felipe Francischini para o mesmo palanque. O clima não dos melhores.
No frigir dos ovos, Ratinho busca a mesma coisa quando tenta convencer a Federação e o Podemos a estarem na trincheira de Sandro Alex: o tempo de televisão de ambos — além claro, de evitar o fortalecimento dos rivais. Até porque, ele sabe que não terá a unidade, nem a fidelidade eleitoral, das duas legendas.