Tem ganhado corpo nos bastidores, nas rodinhas de conversa, a ideia de uma reformulação na chapa do PSD para encarar as urnas em outubro.
Há quem acredite, assim como tem gente que descarta categoricamente, a possibilidade de que Ratinho Junior possa mexer em algumas peças e voltar dos EUA com um novo tabuleiro. São, por enquanto, só elucubrações.
Ao mesmo tempo, é fato que alguns partidos aliados de Ratinho estão se articulando para propor ao “chefe” uma nova nomitada capaz de unir as legendas em torno de um projeto político diferente do que está posto.
A realidade que hoje se impõe é de uma aliança restrita entre o PSD de Ratinho e o Republicanos de Alexandre Curi. Mais do que mexer nas peças, através de muita conversa política, é preciso convencer Ratinho Junior de mudar a estratégia.
Mas a pesquisa divulgada nesta sexta-feira (3) pelo instituto Vox Brasil já desenha cenários alternativos. O levantamento mostra, por exemplo, como ficaria a corrida pelo Palácio Iguaçu caso Ratinho declarasse apoio a Rafael Greca.
Neste cenário, o ex-prefeito de Curitiba chegaria a 23% contra 43,4% de Sergio Moro, com apoio de Flávio Bolsonaro, e Requião Filho, apoiado pelo presidente Lula, alcançaria 20,4%.
O instituto também simulou um panorama com a realidade atual, qual seja, do governador apoiando Sandro Alex (PSD) e com a possibilidade de Greca não entrar na corrida pelo Iguaçu.
Neste caso, a disputa ficaria assim: Moro, com apoio de Flávio, tem 49,2%, Requião Filho com Lula chega a 22,8% e Sandro Alex tendo Ratinho ao lado aparece com 10,2%.
Greca e Ratinho x Sandro e Ratinho
A comparação sobre o desempenho de Greca e Sandro, ambos com Ratinho a tiracolo é inevitável. O ex-prefeito de Curitiba teria mais que o dobro de intenção de voto, segundo dados da Vox Brasil.
O “homem da infraestrutura”, no entanto, tem dois trunfos sobre Greca: o primeiro é que já teve o apoio de Ratinho declarado publicamente; e segundo, goza da plena confiança do governador. Sem falar, na certeza de Ratinho de que seu candidato vai performar melhor quando a campanha eleitoral estiver na rua e na boca do povo.
Mas a frieza dos números da Vox Brasil podem impulsionar as articulações políticas em andamento e alimentar teorias conspiratórias.
Aliás, os dados desta pesquisa não são nada bons para Sandro Alex. Se ele, com apoio de Ratinho, chega a 10,2%, sozinho obteve apenas 5% — distante dos 39,6% de Moro, de Greca (20,8%) e Requião Filho (17,8%). Tony Garcia (DC) apareceu com 1,8% e Luiz França (Missão) com 0,8% num dos cenários estimulados.
Num panorama sem Rafael Greca, o desempenho cai numericamente. O ex-juiz da Lava Jato vai a 47%, o pedetista alcança 24,2% enquanto Sandro Alex pontua 4,8%. Ruim com Greca na disputa, pior sem ele.
Cenários de 2º turno
Num eventual segundo turno, em cenários simulados pelo Vox Brasil, Moro venceria independentemente do adversário. O pré-candidato do PL venceria Requião Filho por 51,6% x 26,8%.
Levaria a melhor também contra Rafael Greca: 47,8% contra 29,6% e, por fim, derrotaria Sandro Alex. Segundo a pesquisa, Moro teria 52,6% e o pré-candidato do PSD, 14,4%.
A rejeição dos pré-candidatos ao Governo do estado também foi medida: Requião Filho lidera com 34%, seguido de Moro (20,4%), Tony Garcia (10,6%), Greca (9,0%), Sandro Alex (7,2%) e Luiz França (7%).
A máxima de que toda e qualquer pesquisa eleitoral é uma fotografia do momento é mais do que válida.
Mas o caderno da Vox Brasil, com este retrato, certamente será colocado sob a mesa de discussão com o discurso para evitar que o filme tenha uma sinopse de história de terror para o Palácio Iguaçu.
Metodologia
A Vox Brasil entrevistou 2.000 pessoas entre os dias 29 de junho e 1º de julho. A pesquisa tem grau de confiança de 95% e uma margem de erro de 2,2% para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PR-09668/2026.