Menos de 12 horas depois de encaminhar uma notificação extrajudial para a Quaest Consultoria solicitando correções do questionário da pesquisa contratada pelo Banco Genial, o PL e o Novo do Paraná resolveram não esperar a resposta.
Por volta de 12h desta sexta-feira (24), os partidos de Sergio Moro e Deltan Dallagnol resolveram entrar com um pedido liminar no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE) para impugnar a pesquisa da Quaest — que está programada para ser divulgada na próxima segunda-feira (27).
Os argumentos, expostos pelo advogado Leandro Rosa, são os mesmos apresentados na notificação extrajudial. Seriam quatro erros materias que podem, na visão das legendas, comprometer “a aderência entre o cenário político efetivamente existente e o cenário artificialmente apresentado aos entrevistados, com evidente potencial para provocar distorções no resultado final do levantamento”.
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A pesquisa Quaest ao governo do Paraná, a primeira com Sandro Alex na lista
O princial deles, talvez, é a inclusão do nome do vice-prefeito Paulo Martins, filiado ao Novo, como pré-candidato ao governo do Estado. Em um cenários testados pela Quaest, Paulo Martins rivaliza contra Sergio Moro (PL), Requião Filho (PDT), Rafael Greca (MDB), Luiz França (Missão) e Tony Garcia (DC) — sem Sandro Alex, candidato do PSD escolhido por Ratinho Junior para disputar o Palácio Iguaçu.
“PAULO MARTINS, que é filiado ao NOVO, à toda evidência, não é précandidato autônomo ao Governo do Estado do Paraná, como faz crer a Representada. A Representada ao incluir SÉRGIO MORO e PAULO MARTINS no mesmo questionário sobre a intenção de voto para o cargo de Governador não só ignora todo o contexto dos pré-candidatos como também – espera-se que não de forma intencional – acaba por criar artificialmente um resultado que não será aquele exprimido na realidade pelos eleitores paranaenses”.
A ausência do “candidato do governo” somada a inclusão do nome de Paulo Martins provocou uma série de teorias da conspiração nos bastidores da política paranaense. No QG do ex-juiz da Lava Jato uma das leituras feitas foi que, ao desenhar este panorama de disputa entre Paulo Martins e Sergio Moro, o resultado seria maléfico para o senador do PL.
Sem falar no cenário pouquíssimo provável, uma vez que, Novo e PL fizeram juras de amor no Paraná sob a benção de Flávio Bolsonaro num evento de filiação de Moro no PL — embora as alianças só sejam formalizadas no período de convenção partidária, que vai de 20 de julho a 5 de agosto.
Além do fato do nome de Paulo Martins figurar no rol de postulantes ao governo do Paraná, PL e Novo ainda apontam como inconsistências o fato da Quaest vincular Alexandre Curi ao PSD num dos cenários para o Senado Federal — uma vez que ele se filiou ao Republicanos, e de Pedro Lupion ser testado como pré-candidato ao Senado sendo que ele próprio já teria admitido publicamente que vai concorrer à reeleição para a Câmara Federal.
Por fim, PL e Novo ainda argumentam que a Quaest extrapolou o escopo da pesquisa registrada ao abordar no questionário a disputa pela presidência da República, uma vez que, o instituto informou que a sondagem eleitoral se restringia aos cargos de Governador e Senador.