A desembargadora federal Gisele Lemke pediu afastamento das atividades no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), a partir da próxima segunda-feira (20), para se dedicar exclusivamente às eleições de 2026.
Ela, que também é juíza federal efetiva do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), argumenta que é incompatível conciliar as atividades no tribunal federal com as da Corte Eleitoral diante da alta demanda e do aumento das sessões no TRE.
No despacho, obtido pelo Blog Politicamente, Gisele Lemke cita a “incompatibilidade com o exercício da atividade jurisdicional eleitoral, haja vista a intensidade dos trabalhos nas eleições gerais vindouras, especialmente quanto ao aumento de dias de sessões de julgamento e alto volume de processos com pedido de medidas de urgência”.
O afastamento das atividades no TRF4 vai até cinco dias depois da realização, se houver, do segundo turno das eleições para o governo do Paraná.
Gisele Lemke tomou posse como juíza efetiva no TRE no mês de junho deste ano, mas já tinha atuado na Corte Eleitoral. Ela foi substituta entre 2006 e 2008, assumiu a titularidade no biênio 2008 e 2010. Desde outubro de 2024, ela atuava como substituta da também juíza federal Cláudia Cristofani.
Existe uma expectativa nos bastidores do meio jurídico/eleitoral sobre a participação da magistrada em processos que envolvam o pré-candidato ao governo, Sergio Moro (PL).
Ela atuou na área cível em processos envolvendo a operação Lava Jato que foi conduzida pelo então juiz Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba. A tendência, diz uma fonte do Blog Politicamente, é que os adversários de Moro possam suscitar a suspeição da juíza.