Diretor-Geral da Casa Civil é exonerado do cargo
Os motivos da saída de Maiquel Zimann ainda são desconhecidos. As primeiras informações dão conta de que ele teria pedido para deixar o cargo. Mas parece que não foi bem assim
Maiquel Guilherme Zimann não é mais o diretor-geral da Secretaria da Casa Civil. O decreto número 15.582 de exoneração, a pedido, foi assinado pelo governador Ratinho Junior e pelo secretário chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega.
Os motivos da saída de Maiquel, homem forte do governo, ainda são desconhecidos. As primeiras informações dão conta de que ele teria pedido para deixar o cargo. Mas parece que não foi bem assim.
Nesta manhã, Maiquel encaminhou uma mensagem pelo whatsapp para alguns colegas mais próximos do Palácio Iguaçu anunciando a saída, citando que iria se dedicar à vida pessoal e acadêmica. Paralelamente, ele apagou a conta que mantinha no Instagram.
“Estimados amigos e amigas Diretores-Gerais, mando essa mensagem para todos como forma de agradecimento pela parceria e companheirismo durante toda essa trajetória minha na Casa Civil. Estou me exonerando a pedido, para poder cuidar de minhas atividades particulares e da minha vida acadêmica. Fica minha gratidão a todos, sigo à disposição para auxiliar caso precisem de algo ainda que eu não esteja mais no cargo. Forte abraço”.
A exoneração pegou muitos palacianos de surpresa e foi precedida de uma reunião entre o governador e Ortega no Palácio Iguaçu. Alguns servidores foram chamados às pressas para providenciar o decreto e a publicação no Diário Oficial.
Maiquel tinha compromissos marcados na agenda, inclusive uma viagem nos próximos dias. O agora ex-diretor-geral da Casa Civil também estava atuando diretamente na transição do governo Ratinho/Sergio Moro. Sinais que reforçam que a saída não foi planejada.
Ainda não se sabe se Maiquel Zimann permanecerá ou não no Conselho Gestor do Fundo Estratégico do Estado do Paraná (COGEFEP) — cujo mandato é de três anos com um jeton que se aproxima de R$ 30 mil mensais.
Uma boa fonte palaciana do Politicamente conta que a exoneração de Maiquel Zimann pode estar diretamente ligada à uma guerra entre alguns homens fortes do Palácio Iguaçu “que pode deixar mortos e feridos” na reta final da gestão de Ratinho Junior.
Ao Blog Politicamente, Maiquel Guilherme Zimann afirmou que “foi uma decisão amadurecida e dialogada, inclusive com o governador Ratinho Júnior, a quem agradeço pela confiança”, disse.
“Avalio que este é o momento de priorizar projetos pessoais e retomar minha dedicação à área acadêmica”, completou.
