Emerson Miguel Petriv, mais conhecido como Boca Aberta, foi condenado a 16 anos de prisão em regime semiaberto pelos crimes de desacato, injúria e difamação.
A decisão obtida pelo Blog Politicamente saiu na semana e é do juiz Juliano Nanuncio, da 3ª Vara Criminal de Londrina. A esposa, Mara Boca Aberta (Marly de Fátima Ribeiro), também foi condenada, mas a pena é de seis meses de reclusão em regime aberto. O casal pode recorrer da decisão.
A sentença deve complicar, ainda mais, a situação de elegebilidade de Boca Aberta — que nesta eleição registrou candidatura para disputar uma cadeira na Câmara Federal.
A Justiça Eleitoral ainda não julgou o pedido de registro. Uma fonte do Blog Politicamente, afirma que independentemente desta mais recente condenação, dificilmente a candidatura de Boca Aberta passará pelo crivo da Justiça Eleitoral, já que em 2025 o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) tornou ele e a esposa inelegíveis até 2030.
O motivo foi uma candidatura fake de Boca Aberta ao Senado Federal em 2022. Se confirmada a condenação da semana passada, o tempo de inelegibilidade deve ser ainda maior.
Boca Aberta foi condenado a 16 anos de prisão, em regime semiaberto, por uma série de ofensas a servidores públicos — entre eles, o vereador Santão, da cidade de Londrina, e o procurador da Câmara, Miguel Angelo Aranega Garcia, além de assessores parlamentares.
Todos representaram Boca Aberta, que foi denunciado e virou rém em junho de 2025. No processo, a defesa de Boca Aberta inovocou o direito à liberdade de expressão ampliado para críticas a agentes públicos e a existência de dúvida razoável.
Ele usou, segundo a senteça, termos como “corno”, “paus mandados”, “batepaus”, “mamulengos”, “fantoches” e “marionetes”.
“Se isso não bastasse, no final de semana do ocorrido o acusado parou um caminhão de trio elétrico com aparelho de som de alta capacidade ao lado de sua casa pela tarde e repetiu os xingamentos, ouvidos por todos os vizinhos”.
O juiz entendeu que foi comprovada suficientemente a materialidade com os boletins de ocorrência registrados pelas vítimas, os vídeos juntados ao processos, os depoimentos tomados, as cópias de postagens e links em redes sociais.
Pontua ainda na sentença, que mesmo após ser denunciado, Boca Aberta continuou efetuando postagens ofensivas nas redes sociais.
Como todas as vítimas são consideradas funcionários públicos e que os impropérios foram feitos diante de outras pessoas, o magistrado aumentou a pena de Boca Aberta pelos crimes de desacato, injúria e difamação.
Além da pena, o juiz Juliano Nanuncio impôs uma série de medidas cautelares — que se forem descumpridas, pode ensejar a decretação de prisão preventiva.
Dentre as medidas, estão proibição de manter contato, aproximar e fazer publicações nas redes sociais das vitimas, fica impedido de entrar na Câmara de Vereadores de Londrina e será obrigado a remover, imediatamente, as publicações, alvos de julgamento, feitas nas redes sociais.
O Blog Politicamente não conseguiu encontrar Boca Aberta e a esposa para comentar a decisão judicial. O espaço segue aberto para futura manifestação.