No Paraná, agricultura é produção, emprego, exportação, cooperativa, agroindústria e comida na mesa. O Deral projetou que o Valor Bruto da Produção agropecuária de 2025 ultrapassaria R$ 200 bilhões, impulsionado pela recuperação dos grãos e pela pecuária. Só soja e milho tiveram forte avanço de produção.
Para saber como os candidatos pretendem cuidar dessa lavoura, o Blog Politicamente analisou os oito planos registrados para a disputa pelo Governo do Paraná. A comparação colocou lado a lado agronegócio, agricultura familiar, crédito, tecnologia, infraestrutura, cooperativismo e comercialização. A vantagem é simples: promessa bonita todo mundo planta. O interessante é descobrir o que cada um pretende colher.
Apoio ao produtor, crédito e tecnologia no campo
No apoio direto ao produtor, Sergio Moro (PL) propõe o Banco do Agricultor, seguro rural ampliado, energia trifásica, um aplicativo para concentrar serviços, financiamento de equipamentos, compras públicas e ampliação do SUSAF.
Sandro Alex (PSD) aposta em bioeconomia, agroindustrialização e cooperativismo. Há propostas para levar agricultura de precisão às pequenas propriedades, apoiar mulheres e jovens rurais e fortalecer cooperativas.
Requião Filho (PDT) quer fortalecer o IDR-Paraná, recuperar crédito para máquinas e insumos, retomar programa de calcário, conectividade e energia trifásica. Também propõe seguro contra perdas climáticas, silos compartilhados e agricultura familiar.
Agroindústria, agregação de valor e logística
Já Luiz França (MISSÃO) uma lógica de cadeia produtiva com a transformação do setor: produzir o grão e deixar indústria, tecnologia, emprego e renda por aqui mesmo.
Alexandre Salomão (MOBILIZA) propõe priorizar Nova Ferroeste e Moegão de Paranaguá, estudar a Hidrovia Paraná-Paraguai e reduzir burocracia portuária e aduaneira, onde as cooperativas do agronegócio seriam interlocutoras do governo.
Agricultura familiar, terra e reforma agrária
Do outro lado do debate, Samuel de Mattos (PSTU) propõe mudar o modelo, defendendo o fim dos subsídios ao grande setor e a transferência desses recursos para agricultura familiar e reforma agrária.
Tayná Miessa (UP) também parte de uma crítica à concentração econômica. Seu plano defende democratização da terra, tributação progressiva das grandes propriedades agrícolas, fortalecimento de cooperativas e economia organizada segundo necessidades sociais.
Adriano Funileiro (PCO) deseja reforma agrária, expropriação do latifúndio, assentamento de famílias sem terra, demarcação de terras indígenas e ocupação de grandes propriedades para produção de alimentos.
O que os oito candidatos propõem para a agricultura no Paraná
Na prática, os oito candidatos enxergam campos bem diferentes dentro do mesmo Paraná. Moro, Sandro Alex e Requião Filho detalham instrumentos de apoio à produção e ao pequeno agricultor. Luiz França enfatiza industrialização e agregação de valor. Salomão concentra propostas no corredor logístico. Samuel de Mattos, Tayná Miessa e Adriano Funileiro partem de críticas estruturais à concentração de terra e capital, embora com propostas e graus de detalhamento diferentes.
Agronegócio ou agricultura familiar: qual campo cada plano prioriza?
O custo de não comparar os planos é votar sabendo quem promete defender o campo, mas sem saber qual campo está sendo defendido. Grande exportador, cooperativa, agricultor familiar, assentado e pequena agroindústria convivem no mesmo mapa, mas enfrentam problemas diferentes.
VAMOS PLANTAR: Todo candidato pode dizer que apoia quem produz. O plano de governo é onde descobrimos se essa colheita tem semente, crédito, estrada, mercado e destino ou se é só uma plantação de promessas.
Clique aqui para acessar a matéria 6 do projeto BP COMPARA ELEIÇÕES 2026 publicada pelo BP. O tema foi: Moradia e Desenvolvimento das Cidades: O que propõem os 8 candidatos ao governo do Paraná.