Moradia e Desenvolvimento das Cidades: O que propõem os 8 candidatos ao governo do Paraná

Foi com essa régua que o BP colocou lado a lado casa própria, regularização fundiária, urbanização, aluguel, áreas de risco e integração das cidades.

Quase meio milhão de famílias paranaenses ainda não têm moradia digna. o BP leu os 8 planos para mostrar o que cada candidato pretende fazer quando a campanha acabar e a conta do condomínio chegar.

Casa não é só parede, telhado e uma chave bonita para aparecer na fotografia. É água, esgoto, transporte, escola, posto de saúde e emprego por perto. A Pesquisa de Necessidades Habitacionais 2023, da Cohapar, identificou déficit de 491.536 moradias no Paraná. Esse problema tem endereço e CEP.

“Moradia digna começa na casa, mas só funciona quando o bairro também funciona.”

Moradia no Paraná: o que propõem os candidatos em 2026

Na habitação, Luiz França (MISSÃO) pretende integrar moradia, saneamento, drenagem, mobilidade e serviços, com urbanização no próprio território sempre que possível. Sergio Moro (PL) aposta em subsídios e financiamento. Sandro Alex (PSD) combina novas casas, reformas, acessibilidade e regularização de imóveis. Requião Filho (PDT) reúne novas unidades, reformas, locação social, mutirões, Banco Estadual de Terras e aproveitamento de imóveis vazios.

Ocupações irregulares, aluguel social e regularização fundiária

Quando o assunto é ocupação irregular, o contraste aumenta. Tayná Miessa (UP) propõe moradia totalmente subsidiada para famílias extremamente vulneráveis, regularização massiva, aluguel social e uso de terras públicas. Samuel de Mattos (PSTU) vai além: defende proibição de despejos, expropriação sem indenização de grandes imóveis urbanos ociosos, controle dos aluguéis e construção pública de moradias. Adriano Funileiro (PCO) também defende expropriar imóveis vagos de especuladores, proibir despejos e executar um plano de construção de moradias populares sob controle dos trabalhadores.

Alexandre Salomão (MOBILIZA) é o ponto fora dessa planta baixa. Seu plano fala em infraestrutura moderna e cidades mais organizadas, mas não apresenta política habitacional específica.

Desenvolvimento urbano, transporte e serviços públicos

No desenvolvimento urbano, França e Requião Filho aproximam moradia de trabalho, transporte e serviços. Moro conecta habitação a mobilidade, saneamento, drenagem e planejamento territorial. O PSD acrescenta governança metropolitana, dados geoespaciais e territórios inteligentes. Miessa prioriza permanência das famílias, combate à gentrificação e integração socioespacial. Mattos entrega decisões urbanas a conselhos populares. Já o PCO concentra sua proposta na construção massiva e no combate à especulação. E Salomão novamente não detalha uma política própria para desenvolvimento urbano.

O que os oito planos mostram sobre habitação no Paraná

O custo de não comparar os planos é alto. São quatro anos para descobrir se “moradia” significa casa, bairro, escritura, transporte ou apenas uma palavra simpática no PDF. A garantia desta comparação é verificável: o BP confrontou as propostas registradas pelos próprios candidatos e usou a Cohapar como referência para dimensionar o problema.

MAIS UM TIJOLO: Antes de escolher quem promete construir o Paraná do futuro, vale conferir se nesse futuro existe casa, rua, ônibus, saneamento e cidade funcionando. Porque ninguém mora em PowerPoint.

Acesse a matéria 5 do projeto BP COMPARA ELEIÇÕES 2026 publicada pelo BP. O tema foi: Segurança, Justiça e Proteção da população: O que propõem os 8 candidatos ao governo do Paraná.