O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), usou as redes sociais para pedir voto aos candidatos Alexandre Curi (Republicanos) e Deltan Dallagnol (Novo) para o Senado.
O anúncio foi feito nesta sexta-feira (2) — a dois dias da eleição. Desde o início da campanha, ele já havia declarado apoio a Alexandre Curi, mas tinha mantido em sigilo o segundo voto.
Deltan está elegível, mas aguarda uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral sobre a confirmação da candidatura.
No vídeo, o prefeito fala em coerência para jsutificar o voto em Deltan, lembrando que o candidato do Novo foi um dos primeiros a declarar apoio a Eduardo na eleição municipal de 2024.
E no segundo turno, contra Cristina Graeml, gravou um vídeo de apoio a Eduardo — que acabou vencendo o pleito.
Falando em Cristina Graeml, a escolha de Eduardo Pimentel por Deltan mostra uma situação inusitada — já que ela é a candidata do PSD de Ratinho Junior para o Senado.
Na prática, ao declarar o voto em Deltan, Eduardo Pimentel opta por escolher um candidato ao Senado da chapa de Sergio Moro (PL) — em detrimento à candidata Cristina Graeml do PSD.
A escolha de Eduardo que é decorrente da disputa acirradíssima de 2024 pela prefeitura de Curitiba. É também um movimento em direção à manutenção da aliança com o Novo de Deltan e até, quem sabe, a abertura de uma porta de diálogo com Moro — estratégia necessária num eventual futuro governo do PL.
Também citando coerência, Eduardo Pimentel, desde o início da campanha eleitoral, afirmou que não faria campanha para Cristina Graeml e sequer dividiria palanque com ela nos eventos na capital.
Ratinho Junior e alguns palacianos tentaram suavizar a relação entre Eduardo e a candidata ao Senado, mas as tentativas não surtiram efeito.
Nos bastidores, comenta-se que quando Cristina Graeml foi convidada a se filiar ao PSD, pelas mãos de Ratinho, houve um acordo de que ela não disputaria a eleição de 2028 — justamente para não estragar os planos políticos de reeleição de Eduardo Pimentel.
Cristina teria aceitado o acordo, porém, diante da rejeição explícita do chefe do Poder Executivo municipal durante a eleição, ela pode repensar a ideia de disputar a Prefeitura de Curitiba em 28, caso não seja eleita para a Câmara Alta.