O Blog Politicamente vai comparar. Você descobre mais sobre o futuro do Paraná.
A partir de 12/9/2026, e durante os próximos finais de semana até a eleição, vamos comparar os projetos dos 8 candidatos ao governo do estado do Paraná.
Serão realizadas enquetes diferentes às terças e quintas-feiras no whatsapp, onde você escolhe 1 de dois temas disponíveis para que a gente escreva e poste no BP aos sábados e domingos.
Hoje vamos iniciar com o tema: Educação, universidades e oportunidades para os jovens. Na próxima semana o poder da escolha é de vocês. Foi dada a largada do BP COMPARA ELEIÇÕES 2026.
Educação no Paraná nas Eleições 2026: oito candidatos em comparação
A equipe do Blog Politicamente comparou as propostas para entender onde os candidatos realmente se assemelham e se distanciam. Esses são os candidatos: Adriano Funileiro (PCO), Alexandre Salomão (MOBILIZA), Luiz França (MISSÃO), Requião Filho (PDT), Samuel de Mattos (PSTU), Sandro Alex (PSD), Sergio Moro (PL) e Tayná Miessa (UP).
As propostas comparadas nesta matéria têm como base os programas de governo apresentados pelos candidatos ao Palácio do Iguaçu para as Eleições 2026.
No Paraná, o pleito de 2026 coloca em disputa não apenas quanto investir em educação, mas qual modelo de escola, universidade e formação profissional devem ser priorizados. O Blog Politicamente apurou que o Paraná chega a esse debate com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica 2025 de 7,0 nos anos iniciais, 5,9 nos anos finais e 5,1 no ensino médio. Fonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Ideb 2025.
O estado tem hoje 345 colégios cívico-militares e 95 escolas no Parceiro da Escola. Fonte: Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR). A base, portanto, é competitiva, mas você verá que os caminhos propostos a partir dela podem ser bastante diferentes.
Gestão escolar divide os candidatos ao Governo do Paraná
Após análise de todos os programas, a equipe do BP concluiu que, acerca da educação, a maior divergência entre os candidatos ao governo do estado está na gestão escolar. Sergio Moro quer ampliar o modelo cívico-militar e associá-lo a disciplina, tempo integral e educação profissional. Luiz França admite esse formato quando houver demanda e adequação, sem tratá-lo como solução única. Tayná Miessa vai na direção oposta: ela quer encerrar os colégios cívico-militares e reestatizar a gestão das escolas do Parceiro da Escola. Alexandre Salomão coloca em dúvida e eficácia do projeto Parceiro da Escola. Requião Filho prefere avaliação independente e mais decisão à comunidade.
Alfabetização, aprendizagem e formação de talentos
Em eixo decisivo para a educação, a aprendizagem, Alexandre Salomão fixa uma meta clara: 100% das crianças alfabetizadas ao fim do 2º ano. Requião Filho quer universalizar até 2030 a alfabetização em leitura, escrita e matemática. Luiz França concentra o plano em competências fundamentais e acompanhamento da aprendizagem. Sandro Alex organiza uma trajetória da primeira infância à EJA e à formação de talentos. Adriano Funileiro defende mais recursos para o ensino público, eleição direta de diretores e maior controle à comunidade escolar. Samuel de Mattos trata educação dentro de uma agenda mais ampla de direitos sociais e serviços 100% públicos.
Universidades e ensino superior: onde os planos se diferenciam
No ensino superior, o Blog Politicamente encontrou outro divisor. Requião Filho prioriza autonomia, financiamento, assistência estudantil e pesquisa nas universidades estaduais. Tayná Miessa acrescenta ampliação de cotas, restaurantes universitários e revogação da Lei Geral das Universidades. Sergio Moro propõe fortalecer as instituições estaduais, EAD e cursos tecnológicos. Luiz França aproxima universidades de infraestrutura computacional, pesquisa aplicada e empresas. O candidato Sandro Alex dá ênfase na formação de talentos sem detalhar uma política universitária comparável. Adriano Funileiro propõe o livre ingresso nas universidades com o fim do vestibular. Já Alexandre Salomão não apresenta, no recorte analisado, uma política universitária específica. O mesmo ocorre com Samuel de Mattos. É importante saber que, no Brasil, o Ensino Superior é de competência principalmente do Governo Federal através do Ministério de Educação, o MEC.
O que os oito planos mostram sobre a educação no Paraná
A leitura dos programas revela algo mais útil do que um ranking. Todos defendem educação, mas não a mesma educação. Há propostas de maior disciplina e continuidade de modelos atuais, algumas de revisão comunitária, outras de retomada integral da gestão pública e, também, de conexão mais forte com tecnologia, trabalho e talentos.