Quatro candidatos por vaga. Esta é a concorrência para as duas cadeiras ao Senado Federal pelo Paraná na eleição de 2026.
A expectativa é de muita disputa que pode ser definida no “fotochart” — recurso eletrônico usado quando não é possível determinar visualmente o vencedor do páreo.
Com o fim do período das convenções partidárias, é hora de conhecer os concorrentes e também seus suplentes que podem vir à assumir o mandato em caso de convites do Poder Executivo estadual ou federal.
É bem verdade, que ainda pode ter mudanças, já que o processo só se encerra no dia 15 de agosto com o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até lá, é possível fazer ajustes desde que os partidos tenham constado a possibilidade de coligar na ata da convenção.
Chapa do PL
Da chapa de Sergio Moro (PL), os nomes que vão disputar as vagas na Câmara Alta são o do deputado federal Filipe Barros (PL) e de Deltan Dallagnol (Novo).
Barros tem como suplentes dois ex-secretários de Curitiba. Paulo Base, que hoje é seu assessor político, e Sergio Domingues — que é empresário e ex-presidente do PTB de Curitiba.
Deltan escolheu dois empresários “peso pesado” para as suplências. O primeiro é Wilson Picler, fundador da Uninter, filiado ao PL.
A segunda suplência ficou com Markenson Marques dos Santos, fundador da Cargolift — empresa de logística e transporte rodoviário de cargos. Ele também é piloto de automobilismo e ligado à Igreja Evangélica.
Chapa do PSD
Alexandre Curi, presidente da Assembleia Legislativa que disputa o Senado na chapa de Sandro Alex (PSD), tem na primeira suplência o também mega empresário Carlos Eduardo Hammerschmidt, do grupo Potencial, uma das maiores empresas de energia do Brasil, e o ex-deputado federal Nelsinho Padovani (União Brasil), com atuação muito forte no setor produtivo do Oeste do Paraná, como segundo suplente.
Cristina Graeml terá o advogado Jackson André, o maior articulador político dela, como 1º suplente, e o empresário do setor hoteleiro e de turismo, Marcos Baumgart — indicado pelo governador Ratinho Junior e que ainda não foi apresentando formalmente à candidata.
PT e PDT
Do campo progressista, Gleisi Hoffmann, que vai concorrer ao Senado na chapa de Requião Filho, também optou por um suplente abonado.
O empresário Assis Gurgacz Neto (PDT), do grupo Eucatur, gigante nacional do transporte rodoviário de passageiros e cargas, ficou como 1º suplente e Aldair Rizzi (Psol) ficou como segundo. Ele foi ex-secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti) no governo de Roberto Requião e também comandou o Tecpar.
Já Dr. Rosinha terá Cristiane Aparecida Wainer, que é professora e vereadora de Guarapuava, e a Secretária de Promoção de Igualdade Racial e Combate ao Racismo da APP Sindicato, Celina do Carmo da Silva Wotcoski (Tia Celina), ambas do PT, como suplentes ao Senado.
Missão e UP
Karen Guerreiro, pré-candidato ao Senado pelo Partido Missão, escolheu dois correligionários como suplentes: Sonni Jair Ricardo Colombo Rezini e Renato Scarante. Sonni é empresário com atuação na área de serviços financeiros e comércio internacional.
Pelo Unidade Popular, Joaquim Silva Maciel foi o único escolhido para concorrer ao Senado. Patrícia Cota e Fernando Dornellas serão os suplentes.