Os vereadores de Curitiba vão votar na próxima segunda-feira (1º) o recebimento da representação por quebra de decoro parlamentar feita pelo Partido Novo contra o vereador Lórens Nogueira (PP), alvo de uma operação do Gaeco que apura uma suspeita de “rachadinha”.
O parlamentar do PP foi flagrado num vídeo recebendo R$ 5,6 mil de uma funcionária indicada por ele para um cargo no Estado. Durante a ação policial, o Gaeco apreendeu quase R$ 120 mil em malas e mochilas com dinheiro em endereços ligados ao vereador. Os promotores de Justiça chegaram a requerer a prisão de Lórens Nogueira, mas o pedido foi negado pela Justiça.
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Gaeco apreende mochila com dinheiro na casa de vereador de Curitiba
Nesta quarta-feira (27), o corregedor da Câmara, vereador Sidnei Toaldo (Avante), deu um parecer citando que já há fortes indícios de materialidade e autoria — dispensando assim a abertura de uma sindicância preliminar e dando prosseguimento ao caso que pode resultar na cassação do mandato do parlamentar.
Como a representação foi feita pelo Novo, vereadores do partido não poderão votar, assim como o próprio Lórens Nogueira. Parlamentares que se declararem impedidos também vão ficar de fora da sessão da próxima segunda-feira. Por conta disso, o presidente da Câmara de Vereadores de Curitiba, Tico Kuzma, já começou a convocar suplentes para substituir os vereadores impedidos.
Nos corredores do Palácio Rio Branco é voz corrente que será aceita a representação que pede a cassação do mandato de Lórens Nogueira por quebra de decoro. As imagens que mostram o vereador do PP pegando dinheiro de uma funcionária, além de outros documentos da investigação do Gaeco, são fortes e reforçam a suspeita de que Lórens exigia parte do salário de servidores.
Logo após esta votação, haverá um sorteio para a escolha de três vereadores para compor a comissão processante que terá um prazo de 90 dias para elaborar um relatório sobre o caso. Este documento depois é encaminhado ao plenário para deliberação dos 38 vereadores.
Nos gabinetes da Câmara, a percepeção é que a demora do vereador Lórens Nogueira em apresentar as explicações sobre o flagrante feito pelo Gaeco tem reforçado a gravidade do caso. Mesmo presente nas últimas sessões plenárias, o vereador ainda não se manifestou publicamente sobre a operação do Gaeco. O advogado criminalista Daniel Laufer assumiu a defesa de Lórens Nogueira.