O dado da Paraná Pesquisa que deve mudar estratégia do Palácio Iguaçu

A novidade desta rodada da Paraná Pesquisa é o eleitor apontando Moro como o pré-candidato que merece o apoio de Ratinho

A divulgação nesta segunda-feira (11) de mais uma rodada da Paraná Pesquisa com a corrida pelo Governo do Estado não trouxe qualquer mudança significativa no cenário eleitoral. Sergio Moro (PL) segue liderando em todos os cenários, Requião Filho (PDT) aparece em segundo empatado com Rafael Greca (MDB) dentro da margem de erro, seguidos por Sandro Alex — o candidato de Ratinho Junior em quarto lugar.

Até aí, nenhuma novidade. Este panorama vem se arrastando desde 2025 — a única diferença foi a entrada do nome do “homem da infraestrutura” como concorrente. Mas um dado chamou a atenção na pesquisa: o instituto perguntou aos eleitores paranaenses qual candidato que merece o apoio do governador Ratinho Junior?

O resultado foi o seguinte: 38,5% responderam Sergio Moro (PL), para 16% o merecedor é o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB), e Sandro Alex, o escolhido por Ratinho para sucedê-lo, foi citado por 11% — um pouco à frente de Requião Filho (PDT) que foi lembrado por 9,1% dos entrevistados.

No QG de Sergio Moro o resultado foi comemorado, uma vez que Ratinho é dono de uma aprovação na casa de 80%. No ninho do PSD, o dado acendeu uma luz amarela seguida da percepção da necessidade de mudança de rota ainda na fase de pré-campanha. Até porque, a intenção de voto em Sandro Alex ainda não satisfaz o Iguaçu.

As respostas dos eleitores podem mudar o curso da estratégia política desenhada no Palácio Iguaçu. É preciso, diz um analista político com acesso ao gabinete do governador, que Ratinho faça um movimento muito claro de distanciamento da campanha de Sergio Moro, sob pena de não ver o candidato do PSD decolar.

“Muitos no interior acreditam que o candidato do Ratinho é o Sergio Moro e não o Sandro Alex. Isso precisa ficar mais claro aos olhos do eleitor”, disse a fonte.

Ratinho tem evitado o confronto direto. Assim como Moro, que adota a mesma estratégia — num cenário já visto em 2022 quando o ex-juiz da Lava Jato venceu a eleição para o Senado Federal.

Portanto, não estranhe se nas próximas semanas os atores políticos subirem o tom; se as críticas forem mais diretas e endereçadas — sem rodeios. A leitura é que o cenário atual está sendo benéfico para Sergio Moro, que segue liderando com folga a disputa pelo Governo do Paraná, enquanto a pré-candidatura do PSD patina com apenas um dígito — embora apresente uma curva de crescimento.

Os números da Paraná Pesquisa

Na Paraná Pesquisa, Sergio Moro aparece com 42,6% das intenções de voto, contra 19,7% de Requião Filho e 16,3% de Rafael Greca. Os dois estão tecnicamente empatados, na segunda colocação, dentro da margem de erro da sondagem eleitoral. Sandro Alex, do PSD, foi lembrado por 8,6% dos eleitores — mesmo tendo sido anunciado há quase um mês e andar colado com Ratinho para cima e para baixo pelo Paraná. Luiz França (Missão) e Tony Garcia (DC) aparecem com 0,8% cada.

Sandro melhora um pouco, chegando aos 11%, no cenário sem Greca na disputa. Mas é Moro quem mais cresce com o ex-prefeito fora da disputa. O senador vai a 49,2% e o pedetista salta para 23,7%. Não é segredo para ninguém que Ratinho ainda busca uma composição com o MDB — dando o posto de vice para Rafael Greca. Mas as pesquisas indicam, e não só este instituto, que a mudança beneficia mais o ex-juiz da Lava Jato do que o candidato oficial do governo.

Sandro Alex tem tido dificuldade eleitoral em Curitiba e na região metropolitana e o ex-prefeito da capital cairia como uma luva na estratégia do Iguaçu. Sem falar que tirando Rafael Greca da disputa pelo governo, significa colocar Eduardo Pimentel de corpo e alma na campanha de Sandro Alex.

Greca já disse em entrevista à impresa que Eduardo vai apoiá-lo na campanha ao governo e considerou que se o apoio não vier, será uma traição por parte do atual prefeito de Curitiba. O constrangimento está posto.

Metodologia

A pesquisa, registrada sob o número PR-00323/2026, ouviu 1.500 pessoas entre os dias 08 e 10 de maio. O grau de confiança é de 95% e a margem de erro é de  2,6% para mais ou para menos.

 

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