Com um atraso considerável, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou nesta quinta-feira (13) o encaminhamento ao presidente Lula da lista tríplice com os candidatos para uma vaga de desembargador eleitoral efetivo no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná — para a classe de advogado.
Caberá ao presidente da República indicar o próximo magistrado da Corte Eleitoral paranaense — é bem verdade que com uma demora de sete meses, já que o Tribunal de Justiça do Paraná definiu a lista tríplice em abril deste ano. O processo de escolha estava parado no TSE.
Três advogados disputam a peleja: Roberto Aurichio Junior, que foi o mais votado no TJ com 85 votos, Andrey Marzanatti Bornia, que teve 62, e Everton Jonir Fagundes Menengola, que teve a indicação de 54 desembargadores.
Mas na bolsa de apostas, o mais cotado para assumir a vaga no TRE do Paraná é inversamente proporcional à listagem dos votos recebidos. É o palpite da grande maioria de pessoas ouvidas pelo Blog Politicamente. O nome do advogado Everton Jonir Fagundes Menengola desponta como favorito. “Já é desembargador na Austrália”, cita uma das fontes consultadas.

Menengola é do time do escritório Bacellar & Andrade Advogados Associados — que tem como fundadores Romeu Bacellar Filho e Renato Andrade. Ele já atuou na defesa, por exemplo, dos ministros petistas Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann e conta com o apoio de congressistas do partido como os federais Zeca Dirceu e Aliel Machado, além do estadual Arilson Chiorato — presidente do PT do Paraná.
Menengola ainda atuou, ao lado de Renato Andrade, em processos decorrentes da finada operação Lava Jato na defesa ex-governador Beto Richa (PSDB) e já advogou em processos do atual governador Ratinho Júnior.
Não há prazo para que o presidente Lula faça a escolha. O próximo desembargador eleitoral vai ocupar a cadeira que era de Júlio Jacob. Por conta desta excessiva demora, Tatiane de Cássia Viese, que é substituta, é quem compõe o colegiado nas sessões plenárias.
Tatiane, aliás, é uma das candidatas inscritas para disputar a vaga de desembargador efetivo da classe de advogados aberta recentemente por conta do término do mandato do magistrado José Rodrigo Sade.
Para esta cadeira, o TJ do Paraná restringiu à disputa exclusivamente à mulheres — medida inédita no TRE do Paraná, que atende à portaria do TSE que institui o Programa Nacional de Incentivo à Participação Feminina na Justiça Eleitoral e à Promoção de Paridade de Gênero nos Tribunais Regionais Eleitorais.