O conselheiro Augustinho Zucchi é quem deve apresentar o voto divergente durante a sessão extraordinária do Tribunal de Contas do Paraná marcada para o início da tarde esta terça-feira (16) para julgar as contas do governador Ratinho Junior referentes ao exercício de 2024.
Fontes do Blog Politicamente adiantam que o voto de Zucchi virá pela regularidade das contas com ressalvas e que o conselheiro ouviu os apontamentos feitos pelos seus pares. Muitos deles questionaram frontalmente o entendimento do conselheiro relator Maurício Requião — que na semana passada adiantou o voto pela irregularidade das contas de Ratinho.
Tudo, claro, dentro da maior liturgia e elegância — mas divergindo radicamente do voto de Requião.
Diante da divergência, os conselheiros terão de votar entre o entendimento de Requião e o de Zucchi. A tendência, revela as fontes ouvidas pelo Politicamente, é que o posicionamento de Zucchi seja aprovado por maioria. A única dúvida é quanto ao placar: se 4 a 2 ou 5 a 1, a depender do voto do conselheiro Fabio Camargo que na sessão anterior pediu vista do processo.
Pelos corredores do TC comenta-se que Requião até cogitou rever o voto, mas que não abre mão da emissão de 37 recomendações, 44 determinações e a proposição de duas auditorias — fato que não encontra eco nos gabintes do 2º andar da Corte de Contas.
Alguns ouvidos sob a condição de anonimato, destacaram o teor extremamente político do voto de Maurício Requião e apontam que as unidades técnicas do Tribunal assim como o Ministério Público de Contas opinaram pela regularidade com ressalvas.
“As determinações propostas pelo relator são mais uma análise de gestão do que de contas e algumas delas já são alvos de auditorias internas do Tribunal. Seria um retrabalho”, diz a fonte, elogiando, porém, o trabalho desenvolvido pela equipe de Maurício Requião.
A sessão desta terça será marcada por elogios pela tarefa hercúlea liderada por Maurício Requião, promovendo até o evento Painel de Referência – Participação da Sociedade Civil na Análise das Contas Públicas, para analisar as contas do governador, mas no mérito o voto do relator será um recado e tanto. Mas sempre recheado do pronome de tratamento formal e cerimonioso: Vossa Excelência.