O vereador Professor Pablo (PP), que também é 2º Vice-Presidente da Câmara de Guarapuava, protocolou um pedido de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar as supostas irregularidades denunciadas pelo ex-secretário de Saúde da cidade, Márcio Brunsfeld.
Numa carta encaminhada ao prefeito Denilson Baitala (PL), em que comunica a exoneração do governo, Márcio Brunsfeld cita uma série de irregularidades que estariam sendo cometidas na prefeitura. Cita, por exemplo, a prática de “fura-fila” no sistema de saúde municipal. E que a pasta chegou a identificar o envolvimento e a responsabilidade direta de uma servidora da própria secretaria — que foi exonerada, por ordem do prefeito, mas depois, readmitida, “dias depois em cargo superior ao anteriormente ocupado”.
Márcio Brunsfeld pontua ainda na carta que teria sido pressionado a pagar o contrato para aquisição de televisores e totens informativos destinados às unidades de saúde, com custo superior a R$ 700 mil — considerado pelo secretário como “práticas potencialmente lesivas ao erário”.
“Tais declarações, feitas por um agente público que ocupava função estratégica na administração municipal, configuram fatos graves que exigem investigação profunda, transparente e responsável por parte desta Casa Legislativa. Diante da relevância do tema, e considerando que a Câmara Municipal tem o dever constitucional de fiscalizar o Poder Executivo, solicito que Vossa Excelência encaminhe a proposta de abertura de CPI à apreciação do Plenário, para que sejam adotadas as medidas cabíveis à apuração dos fatos e à garantia do interesse público”.
As denúncias descritas no documento foram também remetidas ao Ministério Público do Paraná. O Blog Politicamente apurou que Márcio Brunsfeld vai ser reunir com representantes do MP para oficializar as informações descritas na carta, além de entregar documentos que, segundo o ex-secretário, embasam as denúncias.
Até o momento, a prefeitura de Guarapuava não se manifestou sobre o caso. O Blog Politicamente procurou o prefeito Denilson Baitala (PL), mas ele não respondeu aos questionamentos. O espaço segue aberto.