Está prevista para a próxima quarta-feira (12) a divulgação de um nova rodada de pesquisa da Genial/Quaest com a avaliação do governo do presidente Lula e com os cenários eleitorais de 2026. Será a primeira após a operação policial nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, que deixaram 121 mortos — sendo quatro policiais.
As entrevistas com os eleitores em todo o Brasil começam nesta quinta-feira (6) e vão até o domingo.
Existe um temor dentro do Palácio do Planalto por uma queda na aprovação de Lula — por conta de manifestações do presidente contrárias à ação policial, como a de que houve uma matança por parte das Polícias Militar e Civil do Rio de Janeiro. A declaração de Lula vai na contramão da percepção popular que aprovou a megaoperação.
Pesquisas internas do governo já detectaram o humor do eleitorado contra o governo federal e a Quaest deve materializar este inconformismo — que caso se confirme, vai interromper uma trajetória de recuperação da imagem de Lula impulsionada, principalmente, pelo tiro no pé da Direita ao associar o julgamento de Jair Bolsonaro, na trama golpista, com o tarifaço imposto por Donald Trump.
O Palácio da Alvorada acredita ainda, não só nas tratativas do governo brasileiro com o americano para rever a taxação, como também na recente aprovação do projeto de isenção do Imposto de Renda. Seriam os dois trunfos hoje para tentar segurar os efeitos negativos causados pelo posicionamento de Lula diante da repercussão da megaoperação nas favelas cariocas.
A diferença é que impacto da ação da polícia no Rio de Janeiro foi muito maior do que as agendas positivas do governo Lula. Ou seja, todo o avanço na popularidade de Lula vista nas útlimas sondagens feitas pela Quaest podem ir por água abaixo após o posicionamento equivocado do presidente da República.
A divulgação da Quaest deve impulsionar e acirrar ainda mais o debate político entre direita e esquerda sobre a pauta da segurança pública.