A divulgação da pesquisa eleitoral com a corrida pelo governo do Paraná e das duas vagas ao Senado, feita pelo Paraná Pesquisa, está suspensa por determinação da desembargadora Sandra Bauermann do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O levantamento, contratado pelo PL, estava marcado para sair na sexta-feira (6). O instituto vai recorrer desta decisão.
Na manhã desta quinta-feira (5), a magistrada atendeu ao pedido do PSB do Paraná — comandado pelo deputado federal Luciano Ducci, que vai buscar renovar o mandato na Câmara Federal.
A ação chama a atenção um vez que o PSB não tem pré-candidato ao Palácio Iguaçu e nem ao Senado. Mesmo assim, entrou com a medida para barrar a divulgação da pesquisa. E conseguiu. No Centro Cívico circulou algumas teses de conspiração sobre quem seria o real interessado na suspensão da divulgação da pesquisa.
Num clima político tão tenso, principalmente dentro do PSD de Ratinho Junior, por exemplo, os números da Paraná Pesquisa poderiam insuflar ou jogar água no chope de alguns pré-candidatos.
O PSB de Ducci apontou falhas materiais e formais que, segundo a legenda, comprometem a fidedignidade e destacou, por exemplo, o fato da pequisa associar alguns pré-candidatos a padrinhos políticos de grande apelo como Requião Filho com apoio do Presidente Lula, Giacobo com Bolsonaro e Guto Silva tendo Ratinho Junior como apoiador. Enquanto outros concorrentes, cita a ação, são apresentados sozinhos — “o que induziria o eleitor, gerando desvantagem e violando a isonomia”.
Outro ponto questionado são as simulações de 2º turno, com a presença de Sergio Moro em todos os cenários enquanto que o pré-candidato Luiz França (Missão) foi excluído por completo. O PSB ainda pontua falhas no sistema interno de controle e distorção na ponderação da faixa etária.
A desembargadora Sandra Bauermann se debruçou em dois pontos — a questão da associação dos nomes dos candidatos aos padrinhos políticos e os cenários de 2º turno desenhados pelo instituto.
Para a magistrada, ligar um pré-candidato a um nome de grande apelo “de fato viola a isonomia no pleito eleitoral e geram desvantagem dos apoiados em detrimento daqueles candidatos que são mencionados isoladamente”. Desiguladade também, segundo a desembargadora, na ausência do “pré-candidato Luiz França nas referidas simulações, havendo claro induzimento do eleitor a votar necessariamente no candidato Sergio Moro, vez que aparece em todos os cenários”.
O Paraná Pesquisa informou que vai recorrer da decisão do TRE do Paraná e já avalia regitrar uma nova sondagem eleitoral com a corrida pelo Palácio Iguaçu e ao Senado no Paraná.
O Blog Politicamente procurou o presidente do PSB do Paraná, mas não houve retorno até a divulgação desta reportagem. O espaço segue aberto.