O Procurador-Geral do Estado (PGE) do Paraná, Luciano Borges dos Santos, vai liderar uma enxuta comitiva que vai participar do “Gilmarpalooza” que acontece de 2 a 4 de julho na cidade de Lisboa, em Portugal. Uma boa fonte do Palácio Iguaçu conta que Luciano Borges dos Santos sonha em atravessar a Praça Nossa Senhora do Salette rumo ao Tribunal de Justiça do Paraná.
Além do PGE, estão na “delegação” os procuradores Daniel Matos Martins e Fernando Alcântara Castelo. A autorização para que o trio se ausente do país consta no Diário Oficial do Estado número 11.927 e prevê o afastamento dos procuradores para participarem da 13ª Edição do XIII Fórum de Lisboa — no período de 30 de junho a 05 de julho.
O Fórum de Lisboa ficou conhecido como “Gilmarpalooza” porque o evento jurídico é organizado todos os anos pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e faz uma brincadeira com o festival de música “Lollapalooza”, devido à grandiosidade e ao grande número de participantes.
Para esta 13ª edição, pelo menos seis ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), entre eles o presidente Luis Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Flávio Dino, outros oito do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e cinco do Tribunal de Contas da União (TCU) confirmaram presença.
Do governo federal, só a ministra do Planejamento, Simone Tebet, foi anunciada até o momento — mas a lista deve aumentar com a proximidade do evento. Congressistas também devem marcar presença — entre eles, o deputado federal do Paraná, Aliel Machado (PV) que já aparece como confirmado, assim como o presidente da Câmara, Hugo Motta. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, e seu antecessor, Augusto Aras, foram também confirmados.
Empresários brasileiros de diferentes setores costumam também prestigiar o Fórum de Lisboa — e enxergam o evento como uma oportunidade de um tête-à-tête com muitos ministros de diferentes cortes. É o caso, por exemplo, de André Esteves do BTG Pactual, e do CEO do iFood, Diego Barreto, que estarão no fórum de Gilmar Mendes.
Segundo a organização do evento, trata-se de um fórum jurídico anual “para dialogar sobre desafios, visões e diferentes modelos de sistemas jurídicos presentes em ambos continentes a partir de perspectivas variadas”.
O “Gilmarpalooza” foi alvo de críticas, inclusive por alguns ministros do STF, devido à falta de transparência e à possível influência em decisões judiciais no Poder Judiciário Brasileiro.