Pesquisa mensura aprovação de campanha da Prefs sobre doação de esmola

pesquisa questiona se as pessoas conhecem a campanha, se aprova ou não e se a doação de esmola contribuiu ou atrapalha com o problema das pessoas que estão na rua. 

Curitibanos estão sendo instados a responder, por telefone, uma pesquisa que mensura os efeitos da campanha sobre doação de esmola lançada pela Prefeitura de Curitiba nesta semana.

A campanha tem os slogans “Quando você dá esmola, a ajuda de verdade não se realiza” e “Para a ajuda durar, mude a forma de ajudar”. A intenção é mudar a forma de doar — ao invés de ser diretamente feita às pessoas em situação de rua a Prefs quer incentivar que as doações sejam feitas por um canal oficial da Fundação de Ação Social (FAS).

A medida é polêmica e provocou reações imediatas — tanto positivas quanto negativas. E é justamente este impacto que a pesquisa quer medir. Uma curitibana que recebeu a ligação neste sábado contou ao Blog Politicamente que a pesquisa questiona se as pessoas conhecem a campanha, se aprova ou não e se a doação de esmola contribuiu ou atrapalha com o problema das pessoas que estão na rua.

Nao há qualquer menção sobre o instituto que realiza o levantamento tampouco cita a prefeitura de Curitiba.

Em entrevista à RIC Record, o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), disse que a proposta da campanha é “conscientizar a população e promover uma transformação efetiva na cidade”. Além disso, as doações diretamente à FAS poderão contribuir para os atendimentos, “desde a abordagem social e o acolhimento, até o acesso da população, e, quando necessário, ao tratamento de saúde e desintoxicação da dependência química”.

Ainda segundo a RIC Record, dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), do Governo Federal, apontam que Curitiba conta com 4.090 pessoas em situação de rua. Desse público, 3.245 estavam com as informações atualizadas. 55% de todas essas pessoas afirmam não dormirem efetivamente nas ruas da capital paranaense.

 

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