Depois de uma noite mal dormida, após uma intensa e desafiadora campanha eleitoral que terminou nas portas do Palácio Iguaçu, Sergio Moro, os senadores eleitos Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) e o 1º suplente Luis Felipe Cunha, acompanhados do marqueteiro Marcelo Catani, cumpriram agenda nesta segunda e terça-feira.
Pela primeira vez como governador eleito, Moro concedeu entrevistas à imprensa em que reafirmou algumas propostas de campanha. Ele adiantou que conversou por telefone com o governador Ratinho Junior e começou a tratar da transição — que deve se iniciar nos próximos dias.
Passada a ressaca eleitoral e a festa da vitória, Moro, a dupla de senadores, Catani e Cunha embarcam nesta terça-feira (6) para uma reunião estratégica com o presidenciável Flávio Bolsonaro. O presidente estadual do Novo, Lucas Santos, também compõe a comitiva.
O encontro vai servir para definir a ajuda do quinteto paranaense na disputa de Flávio contra Lula no 2º turno da corrida presidencial.
Moro e Deltan vão para o front — devem acompanhar Flávio em agendas de campanha pelo Brasil. Vão emprestar a grife da Lava Jato para o candidato do PL em projetos de segurança pública e combate à corrupção.
Marcelo Catani sai desta eleição 2026 também como vitorioso. Desbancou o argentino Jorge Gerez, num “duelo profissional”, na guerra eleitoral sem disparar um tiro se quer — como se fosse uma Guerra Fria.
Levou Sergio Moro ao Governo do Paraná no 1º turno com uma estratégia cirúrgica que desbancou a força do grupo político liderado pelo popularíssimo Ratinho Junior — que contava com as máquinas públicas dos Palácios Iguaçu e 29 de março, Assembleia Legislativa e mais de 200 prefeituras do interior.
De quebra coordenou a estratégia da deputada federal eleita Rosângela Moro e orientou, sem malabarismos e firulas, as campanhas de Filipe Barros e Deltan. Ou seja, Catani fez barba, cabelo e bigode.
A derrota acachapante do marqueteiro argentino deve refletir, a partir de 2027, no ebtida da sede da agência Jordi Comunicação, em Curitiba.
Comenta-se nos bastidores do Centro Cívico que os milionários contratos que ele mantinha nos poderes Executivo e Legislativo devem ficar bem mais restritos.