Por Carol Nery
Lauro Rodrigues da Costa Neto, ex-funcionário da Celepar (Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná), celebrou um Acordo de Não Persecução Civil (ANPC) com o Ministério Público do Paraná (MPPR) em que confessa ter sido funcionário “fantasma” — ou seja, recebia remuneração sem a efetiva prestação dos serviços — entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025.
Conforme o MP, Lauro ocupava um cargo comissionado com atribuições voltadas à articulação institucional junto aos municípios do estado. Ele recebia cerca de R$ 17 mil por mês.
As apurações apontaram que o investigado deixou de desempenhar as funções de forma efetiva e não apresentou relatórios ou elementos que comprovassem o trabalho, resultando no encerramento do vínculo funcional.
A conduta foi então enquadrada como ato de improbidade administrativa com enriquecimento ilícito, violando os princípios da legalidade, moralidade, eficiência e lealdade às instituições.
Em 2013, Lauro Rodrigues da Costa Neto foi nomeado Controlador Geral do Município de Ponta Grossa pelo então prefeito Marcelo Rangel.
Em 2023, quando Rangel assumiu a secretaria de Inovação Modernização e Transformação Digital, no governo Ratinho, Lauro Rodrigues da Costa Neto respondia pela diretoria de operações da pasta.
Alvo da operação Pactum
Em 2024, ele acabou sendo exonerado por Marcelo Rangel depois que veio à tona uma investigação do Gaeco que apurava, no âmbito da operação Pactum, a existência de organização criminosa composta por agentes políticos, servidores públicos e empresários, voltada à prática dos crimes de fraude a licitações, tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
- Leia mais: Ex-assessor da Celepar suspeito de ser funcionário fantasma quer fazer Acordo de Não Persecução com o MP
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Um dos investigados era justamente Lauro Rodrigues da Costa Neto. O Gaeco chegou a pedir um mandado de busca e apreensão na casa dele, mas foi indeferido pela justiça de Ponta Grossa.
O Blog Politicamente apurou que a investigação ainda está em curso inclusive a Justiça autorizou a quebra do sigilo fiscal e bancário do ex-assessor da Celepar.
É no início de 2024, que Lauro Rodrigues da Costa Neto ganha um cargo na Celepar — supostamente por indicação de Marcelo Rangel. Ele só é exonerado no dia 31 de janeiro de 2025 pelo diretor-presidente André Gustavo Souza Garbosa, segundo portaria número 022/2025.
O motivo da exoneração? O MP passou a oficiar a Celepar pedindo informações sobre o trabalho exercido por Lauro Rodrigues da Costa Neto. A partir desta investigação, é que o ex-assessor confessa o crime e decide assinar o ANPC.