Diante da possibilidade de um terrível engano por parte da Polícia Federal, o prefeito da cidade de Maringá, Silvio Barros, resolveu reconduzir Carlos Augusto Ferreira ao posto de secretário da Fazenda.
A menos de um mês, Ferreira foi alvo de um mandado de busca e apreensão numa ação da PF que investigava o núcleo financeiro da organização criminosa que seria responsável por operacionalizar a movimentação, contabilidade e lavagem do dinheiro proveniente do narcotráfico internacional.
Horas depois, quando teve acesso ao inquérito policial, Carlos Augusto Ferreira se manifestou publicamente levantanto a hipótese de um erro na investigação da PF.
Carlos Augusto Ferreira esclareceu que o nome mencionado em mensagens na operação da PF não se refere a ele, mas sim a Carlos de la Cruz Hyppolito, empresário ligado à fintech Pinbank e dono de uma mansão milionária em Miami.
Durante a coletiva à imprensa, o secretário disse que não possui qualquer relação com Hyppolito, com a Pinbank ou com as operações citadas e detalhou os fatos que lhe foram atribuídos.
“Trabalhei como consultor da fintech em 2024 durante 18 dias, mas os fatos investigados são de 2022 e 2023. Nunca tive telefone com DDD dos Estados Unidos; meu telefone é o mesmo há mais de 12 anos. Conheci pessoalmente o senhor Hyppolito apenas de forma profissional.”
Sobre os áudios que fundamentaram as acusações, Ferreira destacou. “A perícia nos áudios vai comprovar que não somos as pessoas envolvidas. Confio nas instituições e sei que erros acontecem, mas meu compromisso é com a verdade e com o serviço público.”
Diante da dúvida, a prefeitura de Maringá informou nesta sexta-feira (14) que “não há qualquer impedimento legal, decisão judicial ou contestação por parte dos órgãos competentes das suas alegações, para que ele retorne às atividades”.
Cita ainda que as investigações estão em andamento, com a garantia do direito à defesa. “A gestão municipal reafirma a confiança nas instituições, no devido processo legal e na transparência dos atos públicos”.
E a Polícia Federal diz o que sobre os argumentos trazidos por Carlos Augusto Ferreira? Foi um engano? Até agora, os federais nada disseram. Diante do silêncio, vale a premissa constitucional: in dubio pro reo.