Eleitor responde: quem deve ser o candidato de Bolsonaro em 26?

Direita tem várias opções para substituir Bolsonaro na eleição de 2026. Veja quem são os favoritos dos eleitores

Se há meses atrás, valia a máxima de que Jair era a opção A, Messias a B e Bolsonaro a C da Direita para a presidência da República, apesar da inelegibilidade, hoje o cenário é outro por conta do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) e o mais recente episódio da taxação dos EUA aos produtos brasileiros — que tem sido debitado, em parte, na conta do ex-presidente.

Bolsonaro já admite aos mais próximos que dificilmente estará no jogo em 2026 e resiste em indicar o sucessor. Movimento político que ele diz que só irá fazer no último dia, até para não perder o protagonismo. Principal ator político da Direita, o apoio do ex-presidente pode ser determinante na eleição presidencial — a depender, claro, dos desdobramentos no STF e da diplomacia brasileira.

A principal dúvida da Direita foi questionada aos eleitores pela pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (17). O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) aparecem como as principais alternativas, apontadas pelos eleitores, a Jair Bolsonaro para representar a Direita no pleito de 26.

Tarcísio aparece com 15% e Michelle com 13%, sendo que no levantamento anterior ele tinha 17% e ela 16% — variações que estão dentro da margem de erro, que é de 2% para mais ou para menos.

O terceiro candidato mais citado pelos eleitores para substituir Bolsonaro é o governador Ratinho Júnior (PSD), que aparece em terceiro lugar, com 9%. Ele está empatado com Michelle, considerando a margem de erro da pesquisa.

Eduardo Bolsonaro (PL) foi quem cresceu — de 4% para 8%. O resultado indica a possibilidade de apoio às articulações feitas nos EUA pelo filho 03 do Capitão jnto aos simpatizantes e eleitores do ex-presidente. Pablo Marçal (PRTB) também aparece com 8%, mas anteriormente ele tinha 11%.

Eduardo Leite (PSD) tem 4%, Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União), 3%, Ciro Gomes, 0%, e outros, 1%. A parcela dos que não escolheriam nenhum dos nomes sugeridos é de 19%. Outros 17% não souberam ou não responderam.

O que todos têm em comum é o receio de uma queda de popularidade de Bolsonaro por conta de uma eventual condenação no STF, seguida de um mandado de prisão, e que a taxação anunciada por Donald Trump, se for de fato efetivada, seja carimbada no bolsonarismo.

A mesma Quaest mostrou uma tendência de recuperação do presidente Lula — que no levantamento aparece liderança em todos os cenários de 1º turno pesquisados. Nas simulações feitas de 2º turno, os resultados são mais apertados. O petista vence todos os nomes pesquisados exceto contra Tarcísio de Freitas — com quem empataria no limite da margem de erro: 41% para Lula contra 37% do governador paulista.

Leia outras notícias no BP.