Deputados vão revogar uso de placas reservadas

O Governo do Paraná, ao ser confrontado pela imprensa, anunciou um "pente-fino". O resultado veio, mas incompleto

Está na pauta de votação da sessão desta segunda-feira (8) da Assembleia Legislativa o projeto que revoga a previsão de uso de placas reservadas para deputados.

De acordo com o próprio legislativo, 14 parlamentares fizeram uso do benefício — aprovado no ano passado. Salvo por questão de segurança, não há motivos para que um deputado estadual circule com um veículo com placas reservadas, com exceção do chefe do Poder Legislativo. Não há previsão legal.

Assim como no caso dos demais poderes e do Tribunal de Contas do Estado do Paraná. As placas de uso restrito devem atender aos chefes de poder, uma ou outra função específica, e às forças de segurança. Ponto.

Diante da repercussão, a Assembleia acerta ao recuar. O Governo do Paraná, ao ser confrontado pela imprensa, anunciou um “pente-fino”. O resultado veio, mas incompleto. O Palácio Iguaçu divulgou que reduziu o uso das tais placas em 9%. E só isso.

Quantas eram usadas? E hoje, quem e quantas placas reservadas são utilizadas? A lei está sendo cumprida? O porcentual, por si só, é apenas um número. Afinal, 9% de quanto? De 10 placas? 100? 1.000? O levantamento não traz os números absolutos e as dúvidas permanecem.

Até o mármore do Palácio Iguaçu sabe que a disponibilização das placas aos integrantes do governo estava longe de um controle. Praticamente todo o primeiro escalão fazia uso. Até carros com giroflex eram usados por secretários de Estado. Isso não é novidade para ninguém.

O “pente-fino” feito e anunciado pelo governo do Estado carece de transparência — qualidade exaltada e comemorada quando do recebimento do Selo Diamante.

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