Tem muito deputado na Assembleia Legislativa se perguntando se os colegas do PL e do Novo vão atravessar a rua e comparecer ao almoço oferecido pelo governador Ratinho Junior no Palácio Iguaçu nesta segunda-feira (23) .
Os dois partidos, então aliados de primeira hora do governador, mudaram para a trincheira de Sergio Moro após o chamado de Flávio Bolsonaro.
Portanto, não vão trabalhar pela candidatura presidencial de Ratinho Junior e nem pelo candidato do PSD ao governo do Paraná. “Vão lá fazer o que então? Só comer a quibada”, questionou um deputado, se referindo ao prato árabe que será servido — uma especialidade do líder do governo, Hussei Bakri.
Dentro do PL, o entendimento é que o partido sempre votou junto com o governo na Assembleia e que o movimento político definido no cenário nacional acabou os colocando em campos opostos.
Ou seja, alguns deputados vão ao almoço de Ratinho, chamá-lo de Habibi, mas na hora do voto na urna pode escolher outro Califa.