Deltan diz que se for “tirado antes da eleição”, vai colocar Paulo Martins ou esposa no lugar

Deltan afirmou que teria que convencer a esposa a concorrer no lugar dele. Declaração pode mudar estratégia de concorrentes

Deltan Dallagnol (Novo) verbalizou a estratégia política que pode colocar em prática caso a candidatura ao Senado Federal seja barrada pela Justiça Eleitoral.

“Se eles me tiraram antes da eleição, eu vou colocar no meu lugar o Paulo Martins ou a minha esposa. São duas possibilidades”, disse.

Logo em seguida, afirmou que teria que convencer a esposa, Fernanda Dallagnol, a concorrer no lugar dele. “A minha esposa, ela não quer. Eu acho que não vou conseguir convencer ela. Mas seria uma possibilidade simplesmente para dizer que o sistema não vai vencer e a gente vai estar lá representado”.

As declarações foram dadas ao podcast “A Tia Pod” quando ele foi questionado sobre a elegebilidade — pergunta que ele responde em praticamente todas as entrevistas concedidas desde que se colocou como pré-candidato ao Senado.

O cenário aventado por Deltan pode mudar a estratégia de alguns adversários que concorrem com ele ao Senado — já que muitos deles acreditam que o pré-candidato do Novo não vai conseguir registrar a candidatura.

Discussão jurídica

Muito se discute sobre a elegebilidade do ex-procurador da República depois que ele teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2023.

A Justiça Eleitoral entendeu que Deltan tentou  burlar a Lei da Ficha Limpa ao pedir exoneração do cargo de procurador da República enquanto respondia a processos disciplinares.

Deltan, por sua vez, cita que o TSE fez um exercício de futurologia já que os ministros consideraram que ele poderia ser punido em algum dos procedimentos.

Embora tenha dito no podcast que acredita na Justiça Eleitoral e que terá o registro deferido para disputar o pleito de 2026, Deltan adiantou o cenário que pode se confirmar.

Os pedidos de registro de candidatura devem ser apresentados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto — 10 dias depois do fim do prazo das convenções.

Mas o limite para substituir um candidato que tenha o registro negado é até 20 dias antes do pleito — neste caso até 14 de setembro.

Ou seja, o caso de Deltan terá de ser debatido no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para só depois ser remtido ao TSE, que dará a palavra final.

“Deltan é o plano A, B e C”

Ao Blog Politicamente, o presidente do Partido Novo do Paraná, Lucas Santos, afirmou que “Deltan é o plano A, B e C da legenda para o Senado na eleição de outubro”.

“Naturalmente, o partido possui excelentes quadros preparados para qualquer desafio, nomes como Jeffrey Chiquini, Paulo Martins, Fernanda Dallagnol e tantos outros, mas nossa energia, nosso planejamento e nosso projeto passam por um único nome: Deltan Dallagnol. Ele é o nosso pré-candidato e temos absoluta confiança de que ele vai repetir ou até superar a votação histórica que teve em 2022, quando foi o deputado federa mais votado do Paraná”.

Lucas Santos ainda pontua que o indeferimento do registro de Deltan em 2022 “foi uma decisão política, tanto é que aqui no TRE-PR a decisão foi unânime de que Deltan está elegível”.

Por fim, diz que confia que a Justiça Eleitoral analisará o caso “à luz da Constituição, da legislação eleitoral e dos precedentes mais recentes, garantindo segurança jurídica e corrigindo o equívoco cometido em 2023”.

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