Como chegam e o que esperam os pré-candidatos ao Iguaçu na nova fase da eleição

Pelos próximos 15 dias, histórias de amor e lealdade serão escritas. Ou revisitadas. O desespero de uns e a tranquilidade de outros podem rapidamente mudar

A campanha eleitoral de 2026 entra numa nova fase a partir deste 20 de julho com o início do período de convenções partidárias. Um momento mais frenético e acelerado capaz de desfazer certezas e provocar desavenças.

Pelos próximos 15 dias, histórias de amor e lealdade serão escritas. Ou revisitadas. Ou queimadas pelo furioso fogo da vingança política. O desespero de uns e a tranquilidade de outros podem rapidamente mudar.

Se no Brasil, o cenário para a reeleição do presidente Lula parece cada dia mais favorável, visto as trapalhadas sequenciais da família Bolsonaro, no Paraná não há nada de novo no front.

E como chegam os principais pré-candidatos ao Palácio Iguaçu neste novo momento do pleito?

Sergio Moro abre o período de convenções bem posicionado após intensa articulação política no primeiro semestre de 2026. Migrou do União Brasil para o PL e liquidou a aliança entre bolsonaristas e o grupo de Ratinho Junior.

De quebra, ainda tirou o Partido Novo, do parceiro da Lava Jato, Deltan Dallagnol, da trincheira do PSD deixando alguns palacianos atônitos.

O governador, por sua vez, tentou não passar recibo, mas o fato do PL e o Novo passarem da condição de aliados para adversários políticos foi sentido no Iguaçu. Ratinho ainda tentou manobrar com a tríade Flávio, Valdemar da Costa Neto e Rogério Marinho, mas era tarde.

Até aqui, o governador dos paranaenses conseguiu apenas o apoio do Republicanos, com a promessa do apoio incondicional a Alexandre Curi por uma das vagas ao Senado Federal.

Nesta segunda estão agendadas reuniões com dirigentes partidários para tentar encorpar a chapa do PSD. O governador quer turbinar a convenção marcada para o sábado.

Seu ungido, Sandro Alex, tornou-se unanimidade no ecossistema político: um jumbo pesado para decolar sem turbina e querosene! Mas para Ratinho, o “homem da infraestrutura” está apenas ligando os motores e espera voar em céu de brigadeiro quando a campanha estiver na rua.

No campo progressista, Gleisi Hoffmann fez bem a lição de casa. Em sua organização para disputar uma das vagas ao Senado resolveu o problema político da esquerda com uma robusta chapa de candidatos a Câmara Federal e alavancou uma nominata estratégica para a disputa das cadeiras na Assembleia Legislativa.

Gleisi ainda deu o pilar para a candidatura de oposição de Requião Filho ao governo do Estado e, agora, assiste o crescimento da aprovação de Lula; acreditando que seu acordos com prefeitos patrocinados pela Itaipu Binacional lhe garantam uma cadeira na Câmara Alta.

Rafael Greca chega ao período de convenções como a última noiva do baile, aguardando a movimentação do enxadrista Ricardo Barros — o todo poderoso timoneiro do Progressistas que resiste às investidas constantes do Iguaçu para se aproximar de Sandro Alex.

O efeito Federação…

Ricardo Barros junto com o deputado Matheus Laiola comandam a poderosa Federação União Progressista – dona de quase dois minutos e meio de tempo de rádio e TV.

Em campanha, isso é ouro em pó. Tanto é que a federação vem sendo cobiçada por Moro, Greca e Sandro Alex, mas por motivos diferentes.

No QG morista, estrategistas políticos avaliam que a Federação pode garantir vitória em primeiro turno, no dia 4 de outubro. A novidade é que o nome da deputada federal Luísa Canziani está sendo testado em pesquisas qualitativas essa semana.

Mulher, jovem e dona de boa reputação no segundo colégio eleitoral mais forte do Estado, ela pode ser a grande novidade das convenções e pintar como vice de Moro — o que poderia atrair por osmose o Avante do pai, Alex Canziani.

Grequistas consideram que o tempo de TV da Federação seria suficiente para o tri-prefeito de Curitiba ultrapassar Requião Filho e disputar um segundo turno em condições de igualdade com Sergio Moro.

Já o marqueteiro argentino Jorge Gerez considera o tempo de TV indispensável para que o governador Ratinho Junior transfira sua gigantesca popularidade ao ainda desconhecido Sandro Alex.

A nova fase da eleição começa com promessa de reviravoltas, quem sabe, até na nominata dos que vão concorrer ao Palácio Iguaçu e ao Senado Federal. Mas pode, ao mesmo tempo, manter o marasmo eleitoral vivenciado na pré-campanha.

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