Banco Central barra indicação do governo para diretoria da Fomento

Processo na Justiça Federal teria sido o motivo para o Banco Central barrar o nome do advogado. Governo indicou dois novos diretores
MPF denuncia ex-diretor da Fomento Paraná por suposto crime contra sistema financeiro

Bateu na trave, mais precisamente no Banco Central, a tentativa do governo do Paraná de indicar o advogado Robson Augusto Pascoalini para a diretoria jurídica da Fomento Paraná. No comunicado número 43.952, feito no início deste mês, o BC informou a aprovação dos nomes de Adir Hannouche e Gustavo Emanuel Cejas para a Fomento, mas não mencionou o nome do advogado.

Em junho deste ano, Pascoalini foi destituído do cargo de Diretor Adjunto de Governança, Riscos e Compliance da Sanepar — sendo substituído por Marcos Domakoski. Com o apoio do padrinho político João Biral Junior — assessor especial do governador Ratinho Junior –, ele foi indicado para a diretoria jurídica da Fomento.

Uma fonte bem informada do Blog Politicamente conta que o motivo pela não aprovação no Banco Central, seria um processo que Pascoalini responde perante a 15ª Vara Federal de Curitiba como consequência da herança recebida quando da morte do pai, José Pascoalini. Trata-se de uma ação de execução por conta de uma infração ambiental: “Destruir vegetação nativa , objeto de especial preservação, não passível autorização para supressão”.

Com o falecimento do pai e o recebimento de 50% de um imóvel em Jandaia do Sul como herança, o advogado, que não tem nenhum vínculo com o ato que desencadeou a multa ambiental, passou a ser o responsável pela dívida. O caso segue sendo discutido na Justiça Federal, sob a competência do juiz federal Ricardo Rachid de Oliveira.

Com a indefinição em relação à diretoria jurdíca da Fomento, Ratinho terá que indicar um novo nome para aprovação do Banco Central.  Um nome que cresce na bolsa de apostas é o da gerente jurídica Tatiany Zanatta Salvador Fogaça. Ela é esposa do desembargador substituto do Tribunal de Justiça do Paraná, Anderson Ricardo Fogaça.

Tem, porém, mais gente de olho na cobiçada vaga. Uma fonte palaciana conta que o próprio Pascoalini pode indicar um nome ao Governo — com a bênção, claro, do padrilho político. À conferir.

Novos diretores da Fomento

Após o comunicado do Banco Central, o governo do Estado nomeou Gustavo Emanuel Cejas, que é um psicólogo amigo pessoal de Ratinho Junior, para o cargo de diretor de Mercado da Fomento Paraná. Cejas foi assessor do gabinete do governador e também Diretor de Mercado da Invest Paraná — onde teve rusgas constantes com o “todo poderoso” Eduardo Bekin.

Saiu também a nomeação de Adir Hannouche para a direção de Operações do Setor Privado da Fomento Paraná. Comenta-se nos bastidores que o nome do novo diretor teria sido indicado pelo ex-governador Beto Richa, já que o antecessor, Mounir Chaowiche, é muito ligado ao tucano e foi demitido depois de entrar em rota de colisão, quase indo às vias de fato com o atual presidente da Fomento, Cláudio Stabile.

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