Alvaro Dias lidera pesquisa ao Senado, mas mantém duvida sobre candidatura

Mesmo o MDB tendo Rafael Greca como pré-candidato ao Governo, Alvaro Dias não confirma candidatura ao Senado

Mesmo liderando as pesquisas de intenção de voto para o Senado Federal, Alvaro Dias (MDB) ainda não bateu o martelo se vai ou não para o teste das urnas em 2026.

Na última sondagem divulgada, a da Paraná Pesquisa, mostra o ex-senador do MDB com 37,7% das intenções de voto — contra 28,1% de Deltan Dallagnol (Novo), 25,2% da petista Gleisi Hoffmann, 24,2% de Filipe Barros (PL), 23,4% de Alexandre Curi (Republicanos), 13,1% de Cristina Graeml (PSD), 7,6% de Dr. Rosinha (PT) e 3,5% de Hauly (Podemos).

Mesmo com este desempenho, Alvaro não crava a participação no pleito que se avizinha — apesar do correligionário Rafael Greca (MDB) já ter lançado a pré-candidatura ao governo num clube em Curitiba. Pelo contrário, dá sinais de recuo.

Alvaro até compareceu ao evento político, mas não confirmou o nome como concorrente ao Senado — o que alimentou ainda mais a tese de que no frigir dos ovos ele pode deixar a corrida eleitoral.

Mas o que está por trás desta indecisão do ex-senador — mesmo as pesquisas lhe sendo favoráveis? O Blog Politicamente ouviu algumas fontes e pessoas próximas de Alvaro Dias.

Atrás de “segurança”

O emedebista está em busca de uma “segurança política” — que até agora não veio. Alvaro não quer, eventualmente, encerrar a carreira política com um revés nas urnas. Por isso, busca apoios sólidos que podem lhe dar perspectiva real de vitória.

O apoio do governador Ratinho Junior (PSD) seria mais que um propulsor, mas as conversas políticas não avançam com o MDB — justamente por conta da candidatura de Greca.

Assim como o prefeito da capital, Eduardo Pimentel, Alvaro já verbaliza o desejo de uma aliança entre PSD e MDB. Mas este cenário está cada vez mais distante.

Rafael Greca acena para os quatro cantos do Estado que é candidato ao governo e rechaça, até do alto do Empire States, surfando numa das muitas trands das redes sociais, que não será vice de ninguém.

Outro impulso para Alvaro seria a entrada da Federação União Progressista no arco de aliança de Greca. Mesmo nutrindo bastante simpatia ao ex-prefeito de Curitiba, Ricardo Barros ainda não conseguiu equalizar seus desejos com os dos caciques Antônio Rueda e Ciro Nogueira.

Com a proximidade do período convencional, as costuras políticas vão se afunilando e Alvaro dá sinais de que pretende recuar caso não tenha os apoios desejados. Mesmo estando à frente nas pesquisas junto ao eleitorado paranaense.

Alvaro parece acreditar no ditado de que “uma andorinha só não faz verão”, em alusão ao fato do MDB ter que ir “sozinho” para o pleito.

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