Alexandre Curi está filiado ao Republicanos. Num evento em Brasília, com a presença do presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, o presidente da Assembleia Legislativa afirmou que mantém a pré-candidatura ao Governo do Paraná para o pleito de outubro.
Antes de embarcar para a capital federal, cita uma fonte do Blog Politicamente, ele esteve reunido nesta quarta-feira (1º) com o governador Ratinho Junior — que deu a anuência para a troca de legenda, num discurso de fortalecimento do Republicanos do Paraná.
E que a desfiliação do PSD não representa uma ruptura do grupo político. Significa, na verdade, a liberdade de, até as convenções partidárias, definir o próprio rumo.
Numa entrevista concedida logo após a filiação, ainda em Brasília, Curi afirmou que seguirá trabalhando para manter a unidade dentro do grupo político de Ratinho e que o apoio do governador, numa eleição ao Palácio Iguaçu, é importante.
O presidente da Assembleia afirmou ainda que tem capacidade para dar continuidade à boa gestão feita pelo governador.
Apesar da saída da legenda do governador, Ratinho disse ontem (31) numa entrevista à imprensa que pode construir a candidatura do sucessor fora do PSD. Além de Curi, Rafael Greca foi outro que saiu do PSD e se filiou ao MDB, mantendo também a pré-candidatura ao Iguaçu.
Aliás, a depender das escolhas de Ratinho, Alexandre Curi e Greca podem se unir e lançar uma chapa para concorrer em outubro — sem o apoio do governador.
Ratinho Junior tem declarado que vai aguardar o fim da janela partidária e do prazo de desincompatibilização para definir a formatação da chapa que ele irá apoiar. E que o momento agora é de definição das chapas.
Cristina surpreende aliados
Ontem (31), no fim da noite, o governador anunciou a filiação de Cristina Graeml que chega para disputar a eleição majoritária — o que pegou muitos dentro do PSD de surpresa e provocou algumas reações negativas do time.
O desejo da jornalista é concorrer ao Senado Federal, tendo o apoio do governo, mas ela pode também ser escalada como vice. Se Ratinho surpreendeu até o próprio staff trazendo Cristina Graeml, a manutenção de Alexandre Curi no grupo político não causa espanto.
Ratinho nunca escondeu que pretende ter Alexandre Curi como candidato na majoritária — deixando em aberto o espaco: cabeça de chapa, vice ou numa das duas vagas ao Senado Federal. Mas o governador tem encontrado dificuldades para equacionar tantos interesses e egos dentro do próprio time.
Expectativa e realidade
Quem, já desde ontem, comemorava a saída de Curi do PSD era Guto Silva. Assessores próximos ao secretário das Cidades acreditam que nos próximos dias, enfim, Ratinho irá anunciá-lo como candidato ao governo.
Há uma parcela dentro do time, no entanto, que enxerga a possiblidade com pessimismo. A notícia, por exemplo, de que o Palácio Iguaçu estartou mais uma bateria de pesquisas internas com o nome de Sandro Alex como opção ao governo tendo Cristina como vice — ao mesmo tempo que tem opção da chapa Guto/Cristina.
Alexandre Curi, no entanto, citam palacianos, já deixou mais de uma vez claro ao governador Ratinho Junior, que gostaria de ter o apoio para disputar o Iguaçu e que até topa concorrer ao Senado Federal — dentro de um acordo político que o candidato não seja Guto Silva. A resistência é a mesma do lado contrário.
Talvez este clima bem diferente do mantra “unido e em paz” explique o motivo pelo qual o governador tenha desenhado e redesenhado tanto a estratégia política para 2026.
Neste cenário, quem está feliz da vida são os institutos de pesquisa que não param de ir à campo, semanalmente, para apresentar respostas de viabilidade política ao secretário Cléber Mata.